Chuvas devem ganhar regularidade em novembro, mas distribuição será desigual nas regiões agrícolas

Previsão indica mais precipitações no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto áreas do Matopiba ainda dependem de chuvas regulares para avançar com o plantio
Publicado em 28/10/2026 11:55

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A distribuição das chuvas em novembro será determinante para o andamento da safra brasileira de grãos 2026/27. A tendência é de precipitações mais frequentes no Sul, Sudeste e em áreas do Centro-Oeste, enquanto partes do Matopiba ainda podem enfrentar irregularidade na chegada da umidade. O cenário exige atenção dos produtores, tanto nas regiões que já registram excesso de chuva quanto naquelas que dependem de precipitações mais regulares para avançar com o plantio.

Segundo Alexandre Nascimento, sócio da consultoria Nottus, a expectativa é de que o corredor de umidade se consolide ao longo de novembro, ampliando a ocorrência de chuvas em áreas importantes para a agricultura. A distribuição, porém, não será uniforme em todo o país, e os volumes podem variar entre municípios e períodos.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem ter mais chuva

De acordo com Nascimento, a maior frequência de precipitações deve continuar favorecendo áreas do Sul e do Sudeste, além de Mato Grosso do Sul e de partes de Goiás e Mato Grosso. Nessas regiões, a chuva pode contribuir para a manutenção da umidade do solo, mas também prolongar as dificuldades operacionais em locais onde o terreno já está encharcado.

Em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, a sequência de episódios de chuva tem limitado as janelas para a entrada de máquinas e a realização de trabalhos no campo. A continuidade desse padrão pode exigir ajustes no calendário das atividades agrícolas.

O meteorologista também aponta que a chuva deve alcançar áreas de Goiás e do Distrito Federal e avançar por uma faixa que conecta o Centro-Oeste a partes do Norte. A tendência é de que esse corredor de umidade ganhe consistência ao longo do mês.

Matopiba ainda depende de regularidade

No Matopiba, região que reúne áreas produtoras do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a chegada da chuva é importante para o avanço do plantio, mas a regularidade das precipitações será decisiva.
Nascimento cita registros recentes no oeste da Bahia e em partes do Tocantins, além de precipitações em Goiás e no Distrito Federal. A expectativa é de que a chuva avance também para o sul do Maranhão e o sul do Piauí. Ainda assim, episódios isolados não garantem a manutenção da umidade necessária para o desenvolvimento das lavouras.

O alerta é especialmente relevante para os produtores que aguardam condições para semear. Uma chuva volumosa pode melhorar a umidade do solo, mas, se houver uma pausa prolongada depois da semeadura, a germinação e o estabelecimento das plantas podem ser comprometidos, elevando o risco de replantio.

Calor continua no Centro-Norte

Mesmo com o avanço das chuvas, o calor deve continuar como um ponto de atenção em áreas do Centro-Norte. Segundo Nascimento, partes do Centro-Oeste têm registrado temperaturas de 33°C a 34°C, enquanto áreas do norte de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Piauí, Maranhão e Pará podem alcançar entre 37°C e 38°C.

A combinação de temperaturas elevadas e precipitações irregulares aumenta a importância de acompanhar as condições locais de umidade do solo. Para o produtor, a decisão de iniciar ou avançar com o plantio deve levar em conta não apenas a chuva já registrada, mas também a perspectiva para os dias seguintes.
 

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