Milho abre sexta-feira em baixa em Chicago e dezembro volta a ficar abaixo dos US$ 4,50

Mercado retoma pressão no último pregão de outubro, com colheita dos EUA, exportações ainda lentas no ano comercial e fraqueza da soja entre os fatores acompanhados
Publicado em 30/10/2026 07:35

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Os preços futuros do milho iniciaram a sexta-feira (30) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato dezembro/26 voltando a trabalhar abaixo do patamar de US$ 4,50 por bushel. O mercado abre o último pregão de outubro pressionado pela continuidade da colheita norte-americana, pelo ritmo ainda moderado das exportações dos Estados Unidos no acumulado da temporada e pela fraqueza observada também no complexo da soja.

Por volta das 7h23 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,4950 por bushel, com baixa de 1,75 cent em relação ao fechamento anterior. O março/27 recuava para US$ 4,6275, enquanto o maio/27 era cotado a US$ 4,7100 e o julho/27, a US$ 4,7725 por bushel. O setembro/27 aparecia a US$ 4,7325.

Na quinta-feira (29), o dezembro/26 havia encerrado o pregão a US$ 4,5125 por bushel, com perda discreta de 0,11%, depois de recuperar parte das baixas registradas ao longo da manhã. Nesta sexta, entretanto, o contrato volta a perder o nível dos US$ 4,50 já na abertura.

Colheita e exportações seguem no radar

Entre os fatores observados pelo mercado continua o avanço da colheita dos Estados Unidos. Segundo o USDA, 60% da área de milho havia sido colhida até 25 de outubro, contra 44% na semana anterior. Apesar da aceleração, os trabalhos ainda seguem abaixo da média de 66% dos últimos cinco anos.

No campo da demanda externa, os números divulgados pelo USDA na quinta-feira mostraram vendas líquidas de 1.303.900 toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro. O volume ficou dentro das expectativas do mercado e 32% acima da média das últimas quatro semanas, embora tenha recuado 15% em relação à semana anterior.

Os embarques efetivos, por outro lado, somaram 552.900 toneladas, com queda de 29% na comparação semanal e de 57% frente à média das quatro semanas anteriores. Além disso, os compromissos de exportação dos Estados Unidos no acumulado do ano comercial seguem abaixo do mesmo período do ciclo passado, indicando que a demanda internacional ainda não foi suficiente para dar sustentação mais consistente aos preços.

Etanol e clima limitam pressão, mas não mudam o tom da abertura

Do lado da demanda doméstica, a produção de etanol nos Estados Unidos segue como fator de apoio. Na semana encerrada em 23 de outubro, a produção subiu para 1,118 milhão de barris por dia, o maior nível em cerca de três meses, segundo a EIA.

Também permanecem no radar as previsões de chuvas para áreas produtoras do Meio-Oeste americano nos próximos dias, o que pode desacelerar o ritmo dos trabalhos de campo e limitar parte da pressão sazonal da colheita.

Ainda assim, a abertura desta sexta-feira mostra que o mercado começa o dia retomando um viés negativo, devolvendo a recuperação parcial observada na sessão anterior.

Para os produtores brasileiros, o comportamento de Chicago nesta manhã será especialmente importante não apenas para o fechamento diário, mas também para o balanço semanal e mensal de outubro. No Brasil, a leitura dos preços seguirá dependendo também do câmbio, da B3 e da dinâmica regional do mercado físico.

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