Soja adiantada favorece janela do milho em MT, mas distribuição das chuvas ainda preocupa

Imea avalia que ritmo da oleaginosa pode antecipar colheita e abrir espaço para a segunda safra, enquanto excesso ou falta de chuva ainda ameaça operações e rendimento
Publicado em 03/11/2026 11:50

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O avanço da semeadura da soja em Mato Grosso melhorou as perspectivas para a implantação do milho segunda safra 2026/27 dentro da janela ideal, mas a distribuição das chuvas ainda aparece como um dos principais fatores de risco para o ciclo, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De acordo com o instituto, a soja vem sendo implantada em ritmo superior aos maiores índices observados nos últimos cinco anos para este período. Esse avanço pode antecipar a colheita da oleaginosa e, consequentemente, liberar as áreas mais cedo para o milho, favorecendo o calendário de implantação dos 7,48 milhões de hectares projetados para a cultura no estado.

As perspectivas climáticas, porém, apresentam diferenças importantes dentro de Mato Grosso. Segundo dados do CPTEC/INPE reproduzidos pelo Imea, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 são esperadas chuvas próximas da média em parte do estado, com desvios negativos no norte e volumes acima da média principalmente no centro-sul e no leste.

Para o período entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, a previsão indica ampliação das áreas com precipitações acima da média no centro-sul e no leste de Mato Grosso. Esse cenário pode favorecer a manutenção da umidade do solo e as condições para implantação do milho, mas também traz riscos operacionais caso as chuvas ocorram em excesso.

O Imea destaca que precipitações acima da média podem interromper ou atrasar tanto a colheita da soja quanto a semeadura do cereal. Na direção oposta, eventuais restrições hídricas durante períodos críticos, especialmente no florescimento e no enchimento de grãos, também podem comprometer o rendimento das lavouras.

Diante dessas incertezas, o instituto manteve a produtividade projetada do milho 2026/27 em 119,64 sacas por hectare e a produção em 53,68 milhões de toneladas. A confirmação desse potencial, porém, dependerá não apenas do volume total de chuva, mas principalmente da forma como as precipitações serão distribuídas ao longo dos próximos meses.

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