Alta do bezerro reforça debate sobre integração na pecuária
O avanço do preço do bezerro reforça a necessidade de planejar a reposição e avaliar o custo de entrada dos animais. Em outubro de 2026, levantamento do Farmnews com dados do Cepea para Mato Grosso do Sul apontou média nominal de R$ 536,30 por arroba equivalente, a maior da série analisada e mais de R$ 110 acima de outubro de 2025. A cotação por arroba equivalente resulta de uma conversão dos dados; o indicador do Cepea é divulgado por cabeça. Apesar da valorização, a relação de troca melhorou em outubro, pois o boi gordo avançou mais. Entre os fechamentos de setembro e outubro, a arroba do boi em São Paulo subiu cerca de 7%, enquanto o bezerro, em reais por cabeça, aumentou aproximadamente 3,7%. Nas referências consideradas, isso favoreceu quem vende boi terminado para adquirir reposição.
Esse alívio relativo precisa ser combinado com a análise dos gastos de recria e engorda, dos prazos e do capital de giro. Parcerias entre criadores e terminadores, contratos de fornecimento e produção própria de bezerros são alternativas para discutir a organização da cadeia. A comparação com avicultura e suinocultura pode inspirar maior coordenação, respeitando as características da bovinocultura. Incorporar a cria à operação exige avaliar área, matrizes, alimentação, mão de obra, infraestrutura e tempo até a receita. Nos acordos entre propriedades, convém definir responsabilidades, padrões dos animais, critérios de preço e condições de entrega. Cada modelo deve ser comparado pelo custo total, pelo desempenho produtivo e pelos riscos. O planejamento precisa trabalhar com cenários de compra e venda, mantendo atenção às mudanças do mercado.
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