Bayer expande atuação em biológicos com nova marca e prevê 17 lançamentos na América Latina até 2030, oito deles no Brasil

Novidades incluem a introdução do Curvet® e acordo inédito de inovação aberta com a brasileira IdeeLab para desenvolvimento de biofungicidas locais
Publicado em 04/11/2026 10:36

O setor global de produtos biológicos vive uma rápida expansão e deve avançar cerca de 8% ao ano até 2035, alcançando € 30 bilhões, segundo estimativas das empresas DunhamTrimmer e Frost & Sullivan. Nesse cenário, a América Latina desponta como uma das áreas mais estratégicas, com projeção de crescimento de 14% ao ano, impulsionada pela busca por ferramentas que possibilitem uma produtividade resiliente e protejam o retorno sobre o investimento no campo, sendo o Brasil protagonista dessa expansão.

Para atender a essa demanda e marcar uma nova etapa na evolução de seu portfólio de biológicos, a Bayer está lançando na América Latina a marca guarda-chuva Biológicos Bayer, criada para oferecer aos agricultores uma referência clara em soluções biológicas confiáveis da empresa.

A iniciativa consolida uma trajetória de mais de duas décadas da companhia no segmento, marcada por soluções pioneiras como Sonata® e Serenade®, esse último um biofungicida e bactericida de referência global no manejo de doenças foliares e de solo, e prevê o lançamento de 17 novos produtos até 2030 na América Latina, oito deles no Brasil, além de ampliar o alcance de formulações já estabelecidas para novas culturas.

Para Antônio Soares, head de Biológicos da Bayer para a América Latina, os produtos biológicos deixaram de ser uma promessa para se tornarem um componente essencial do manejo das lavouras. "Nossa ambição não é apenas participar desse mercado, mas contribuir para sua evolução e ampliar a adoção dos biológicos em escala, apoiando sistemas agrícolas mais produtivos e mais regenerativos. O que representa uma oportunidade de gerar valor consistente para os agricultores e para o negócio", explica.

"Quando combinamos nossas soluções químicas de alta performance com biológicos, construímos programas mais robustos. Essa união não apenas potencializa o controle de pragas e doenças, mas torna as plantas fisiologicamente mais ativas e o sistema agrícola muito mais resiliente a estresses climáticos", detalha Antônio Soares.

Essa visão sistêmica e integrada norteia a nova marca, cujo objetivo é facilitar a tomada de decisão no campo por meio de um catálogo amplo e cientificamente validado. "A América Latina vem se mostrando um mercado diverso e bastante dinâmico e deverá apresentar um dos maiores crescimentos do setor de biológicos até o final da década. O Brasil lidera a adoção e a integração de soluções biológicas e químicas em cultivos extensivos. Nas culturas de exportação, como frutas e hortaliças, no Chile, México e Peru, a adoção e a integração são muito significativas e impulsionadas por necessidades e sistemas produtivos distintos”, destaca Luis Offa, vice-presidente sênior de Proteção de Cultivos e Biológicos para a América Latina.

Além disso, os efeitos das mudanças climáticas vêm aumentando a pressão sobre os sistemas produtivos da região. Por isso, cresce a demanda por soluções que ajudem as plantas a lidar melhor com condições adversas e a proteger seu potencial produtivo ao longo do ciclo, o que exige um aporte crescente em ciência e tecnologia. "Com um investimento anual de 2 bilhões de euros em P&D globalmente, nossa estratégia é entregar inovação de forma holística, unindo genética, biotecnologia, proteção de cultivos e o ambiente digital para preparar o produtor para os desafios do futuro", completa Luis Offa.

Sob a marca Biológicos Bayer, as soluções serão organizadas em dois propósitos agronômicos principais: controle biológico (bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas precisos) e performance do cultivo (opções que ativam a fisiologia das plantas ou contribuem para melhorar a saúde do solo, ajudando os sistemas produtivos a se tornarem mais resilientes a estresses ambientais, como seca, salinidade e altas temperaturas).

Inovação de ponta e a chegada do Curvet®

O primeiro lançamento da marca Biológicos Bayer, previsto para a safra de soja 2026/27, é o Curvet®, cuja formulação traz poliflavonoides de origem vegetal, compostos conhecidos pela participação na comunicação entre a planta e os microrganismos do solo. O produto contribui para o melhor aproveitamento do nitrogênio e do fósforo já presentes no sistema. A tecnologia é da Sound Agriculture, empresa americana investida pelo Leaps by Bayer, que fornece o produto com exclusividade para a Bayer no Brasil.

Em testes conduzidos pela Bayer e pela Sound com consultorias de referência, em 114 localidades de oito estados ao longo de quatro safras, foi observado incremento médio de três sacas por hectare na soja. Com benefícios associados à melhoria da saúde do solo, a solução reforça a visão da companhia de escalar a agricultura regenerativa, aliando ganhos no campo à preservação ambiental.

Acordo inédito de P&D para a agricultura tropical

Para fortalecer seu modelo de inovação aberta, a Bayer também anuncia um acordo de pesquisa e desenvolvimento (P&D) com a empresa brasileira IdeeLab Biotecnologia. A parceria marca a primeira iniciativa do gênero firmada pela companhia com foco exclusivo nas demandas agronômicas da América Latina, visando a criação conjunta de um novo produto biológico customizado para os desafios regionais.

As empresas trabalharão juntas em todas as etapas de desenvolvimento da tecnologia, desde as validações e a comprovação de eficácia até sua comercialização no mercado. O escopo dos estudos concentra-se no desenvolvimento de um biofungicida de nova geração com alto potencial para o controle de doenças foliares na soja e outros cultivos.

"O Brasil liderou a adoção de biológicos no mundo nos últimos cinco anos, o que impulsiona o avanço de toda a América Latina. Esse acordo com a IdeeLab reflete justamente o nosso compromisso com a região, unindo a capacidade global da Bayer ao ecossistema de inovação local para acelerar soluções desenhadas especificamente para as complexidades da agricultura tropical", conclui Soares.

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