Café tenta recuperação em Nova York nesta quinta-feira, enquanto robusta sobe mais de 1,6% em Londres
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Os preços futuros do café iniciaram a quinta-feira (5) em alta nas bolsas internacionais, com destaque para a recuperação do robusta em Londres, que avançava mais de 1,6% no contrato janeiro/27. Em Nova York, o arábica também registrava valorizações, mas com ganhos mais moderados, tentando interromper a sequência de duas sessões negativas. O mercado continua acompanhando o comportamento dos estoques certificados, as expectativas de exportações brasileiras e as perspectivas de oferta nas principais regiões produtoras.
Por volta das 8h31 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do arábica era negociado a 280,80 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com valorização de 1,05 cent, equivalente a 0,38%. O março/27 avançava 1,45 cent, cotado a 272,35 cents, enquanto o maio/27 registrava ganho de 1,05 cent, para 268,20 cents. O julho/27 subia 0,85 cent, negociado a 265,60 cents por libra-peso.
A recuperação ocorre depois de uma quarta-feira (4) marcada por perdas de 1,48% no dezembro/26, que terminou a sessão a 279,75 cents por libra-peso. Na terça-feira, o mesmo contrato já havia recuado 2,79%, acumulando desvalorização de 4,23% nos dois pregões.
Apesar dos ganhos desta manhã, os preços ainda permanecem próximos das menores referências das últimas semanas. Durante a sessão de quarta-feira, o dezembro chegou a negociar a 277,40 cents por libra-peso, antes de recuperar parte das perdas.
Robusta amplia reação em Londres
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), os contratos futuros do café robusta apresentavam valorizações mais expressivas, dando continuidade à recuperação iniciada na quarta-feira.
Por volta das 8h34, o contrato janeiro/27 era negociado a US$ 3.281 por tonelada, com alta de US$ 53, equivalente a 1,64%. O março/27 avançava US$ 45, cotado a US$ 3.253, enquanto o maio/27 registrava valorização de US$ 38, para US$ 3.238 por tonelada. O julho/27 subia US$ 33, negociado a US$ 3.223.
O movimento ocorre depois de o janeiro/27 encerrar a quarta-feira com ganho de 0,56%, a US$ 3.228 por tonelada, recuperando parte das perdas registradas no início da semana.
Análises internacionais apontaram que as recompras de posições vendidas contribuíram para a recuperação dos futuros de robusta no pregão anterior. Entretanto, a intensidade da valorização desta quinta-feira ainda exige acompanhamento para identificar se o movimento terá continuidade.
Estoques certificados e exportações brasileiras seguem no radar
A disponibilidade de café certificado para entrega nas bolsas permanece entre os principais fundamentos acompanhados pelos operadores.
Em Nova York, os estoques de arábica estavam próximos de 220 mil sacas no último levantamento divulgado nesta semana, permanecendo perto dos menores níveis registrados em quase três décadas.
A disponibilidade restrita representa um fator potencial de sustentação para os preços, especialmente diante da demanda internacional e dos riscos associados às próximas safras.
Por outro lado, o mercado acompanha a chegada de café brasileiro aos armazéns credenciados da ICE para classificação. A eventual aprovação desses lotes poderá contribuir para a recomposição dos estoques certificados, ampliando a disponibilidade para entrega nos contratos futuros.
O comportamento cambial também permanece relevante. A desvalorização recente do real frente ao dólar aumentou a competitividade potencial das exportações brasileiras, sendo apontada por analistas como um dos fatores de pressão sobre o arábica nos últimos pregões.
Safra vietnamita e perspectivas de produção continuam em atenção
No caso do robusta, o avanço da colheita vietnamita permanece como elemento importante para as expectativas de oferta internacional.
O Vietnã é o principal produtor mundial da variedade, e a entrada de uma nova safra tende a ampliar a disponibilidade de café no mercado. Além disso, os operadores acompanham o desempenho das exportações do país e a evolução dos estoques certificados em Londres.
No Brasil, a distribuição das chuvas nas regiões cafeeiras também continuará sendo observada, especialmente diante das expectativas de recuperação produtiva na próxima temporada.
Para os cafeicultores brasileiros, a valorização desta quinta-feira representa uma melhora nas referências internacionais depois da volatilidade recente. Entretanto, as oportunidades de comercialização continuam condicionadas ao comportamento do dólar, aos diferenciais comerciais e às condições do mercado físico.
A evolução das cotações ao longo do dia deverá mostrar se a recuperação consegue ganhar consistência nas duas bolsas, especialmente em Nova York, onde o arábica ainda tenta interromper a sequência recente de perdas.
Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira (4):
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