Milho transgênico contém níveis elevados de vitaminas A, B e C
Não é a primeira vez que pesquisadores inventam um transgênico "fortificado". O produto mais famoso nessa linha é o chamado "arroz dourado", que contém níveis elevados de betacaroteno. Outros exemplos incluem alface com alto teor de ferro e tomates com mais licopeno. Nenhum deles, porém, obteve sucesso comercial até agora. Todos os transgênicos disponíveis no mercado são plantas modificadas com características de produção, como resistência a herbicidas e insetos.
A produção de alimentos mais nutritivos - com benefício direto para o consumidor, e não só para os produtores - é uma das grandes promessas da pesquisa com transgênicos. Segundo os cientistas espanhóis, seu milho geneticamente modificado contém 169 vezes mais betacaroteno, 6 vezes mais ascorbato e 2 vezes mais folato (ácido ascórbico e ácido fólico são os nomes dados às versões sintéticas dessas vitaminas).
O trabalho está publicado na edição desta semana da revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. O artigo descreve apenas a transformação genética da planta. Ainda não foram feitos estudos para comprovar a segurança nem a eficácia nutricional do milho na alimentação - para saber se as vitaminas são absorvidas e metabolizadas normalmente pelo organismo.
Por causa do betacaroteno, a cor do milho mudou de branco para um amarelo alaranjado (mesmo efeito do "arroz dourado"). Os cientistas acreditam que a planta poderá servir como um reforço nutricional importante em regiões onde a disponibilidade de alimentos é limitada - tanto em quantidade quanto em variedade.
Fonte: Cruzeiro do Sul - SP
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