Nos EUA, até FDA baixa normas para aumentar segurança do ovo
Afirmando que espera prevenir “79 mil casos anuais de toxiinfecções alimentares e 30 mortes” (!), a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA baixou um novo regulamento para a produção e comercialização de ovos no país. O objetivo, específico, é o controle da Salmonella enteritidis. Aparentemente, essa é a primeira intervenção do gênero no setor produtivo, já que todas as questões relacionadas à produção (inclusive as de ordem sanitária) sempre estiveram afetas ao Departamento de Agricultura (USDA).
Em síntese, o novo regulamento exige medidas preventivas na produção e subsequente refrigeração dos ovos na estocagem, transporte e comércio. Do produtor é exigido:
- Que somente adquira pintainhas ou frangas recriadas de fornecedores com monitoria para salmonelas;
- Que estabeleça o controle de roedores e adote medidas de biosseguridade que previnam a disseminação da bactéria através de pessoas ou equipamentos;
- Que realize testes periódicos para Salmonella enteritidis;
- Que limpe e desinfete aqueles aviários que apresentarem positividade para a bactéria; e, por fim,
- Que (em até 36 horas pós-postura, no máximo) coloque os ovos sob refrigeração a 45º Fahrenheit (7,2º Celsius), temperatura que deve ser mantida na estocagem (granja), transporte e comercialização.
A exigência da refrigeração a partir da granja só não atinge produtores com plantel inferior a três mil poedeiras. Produtores com plantel entre três mil e 50 mil poedeiras têm três anos para adotar o novo regulamento. Produtores com mais de 50 mil poedeiras devem adotá-lo em 12 meses.
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