EXCLUSIVO: Consumidor não aceita pagar mais pela arroba e derruba o mercado do boi gordo

Boi gordo: carne cara no supermercado começa a refletir nos negócios com frigorificos. Apesar da leve alta na BM&F, houve recuo nos negócios com os pecuaristas. Indicador Esalq desta segunda-feira mostrou isso, com queda de R$ 2,39/@.
Publicado em 29/11/2010 19:11
As cotações da arroba do boi gordo na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) seguem pressionadas pelos frigoríficos que, após enfrentar a recusa do atacado em pagar mais caro pela carne bovina, recusam ao pecuarista valores mais altos vistos durante a entressafra. Para não perder o patamar mais alto da arroba, pecuaristas aumentaram a oferta no mercado, mas consumo pode melhorar durante as festas de final de ano.

O quilo da carne moída de segunda qualidade se aproximou dos R$ 10,00 na gôndola dos supermercados de São Paulo. Os preços hoje são 36,7% maiores com relação ao mesmo período do ano passado, mas com recuo de 17% com relação ao início do mês de novembro. Segundo o analista de mercado da Indusval Multistock Corretora, Lúcio Pádua Soares, o mercado do boi gordo está passando por um período de acomodação dos preços após fortes altas.

O analista afirma ainda que a oferta de animais de pasto que começa a aparecer no mercado não tem força suficiente para derrubar muito mais os preços, apesar de que há espaço para novos recuos. Por outro lado, acredita que do meio para o final do mês de dezembro, a arroba encontre fôlego para novos repiques de alta.

A aversão do consumidor aos preços da carne bovina refletiu também no valor da reposição que paralisou sua alta registrada desde o começo deste ano.

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