EXCLUSIVO: Cenário macroeconômico deixa mercado da soja volátil, de olho nos estoques norte-americanos mais baixos

Soja: preços viram em Chicago, com estimativas de estoques cada vez mais baixos nos EUA, e com falta de chuvas no pampa úmido argentino. A volatilidade enlouquece os players do mercado.
Publicado em 08/12/2010 13:33 | Atualizado em 08/12/2010 17:20

 

As cotações da soja trabalham em terreno positivo hoje na Bolsa de Chicago (CBOT), com o mercado na expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgue na próxima sexta-feira (10) estoques cada vez mais baixos no país. O temor é acumulado com a situação de seca no pampa úmido argentino, apontando risco de severas perdas e desfalcando ainda mais os estoques mundiais em época de forte demanda vinda da China.

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Segundo Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, o mercado perdura agora de olhos nos principais fatores do cenário macroeconômico para elevação dos preços: os estoques norte-americanos mais baixos e a expectativa de grande safra na América do Sul. Em contrapartida, o Governo chinês pode elevar suas taxas de juros neste sábado (11).

 

De acordo com Cogo, mesmo com a China tomando medidas para conter a inflação, a demanda por alimento não deve cessar do curto ao médio prazo. A alta do milho e do trigo na CBOT também continua puxando as cotações da soja.

 

Sobre o relatório do USDA, ao que tudo indica, os estoques são os mais baixos desde 1953. Portanto, com a elevação dos preços dos grãos em Chicago, haverá uma briga por área entre a soja, o milho e trigo a ser plantados na próxima safra dos Estados Unidos. Cogo ainda afirma que havendo ou não quebra na produção da América do Sul, as cotações à futuro tendem a continuam deixando enlouquecendo os players do mercado.

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