USDA reduz estoques finais e mantém safra de soja nos EUA

Publicado em 10/12/2010 10:53 | Atualizado em 10/12/2010 12:01
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda de dezembro nesta sexta-feira mantendo a safra de soja norte-americana 2010/11 em 91,854 milhões de toneladas. A produtividade também foi mantida - 49,20 sacas/hectare.

A produção de milho ficou em 318,53 milhões de toneladas, e o rendimento em 161,4 sacas por hectare.

Estoques finais - Os estoques finais de soja nos EUA, safra 2010/11, ficaram em 4,491 milhões de toneladas. O volume ficou levemente abaixo das expectativas do mercado - 4,545 milhões de toneladas.

Já os estoques de milho vieram acima do esperado pelo mercado (20,397 milhões de toneladas) e totalizaram 21,134 milhões de toneladas.

Quanto aos estoques finais mundiais de soja para a safra 2010/11 houve um recuo de 2,10% - de 61,41 para 60,12 milhões de toneladas.

Produção / América do Sul - As produções brasileira e argentina foram mantidas em 67,50 milhões de toneladas e  52 milhões de toneladas, respectivamente.

China - As importações chinesas de soja se mantiveram em 50,34 milhões de toneladas, assim como as referentes à safra 10/11 em 57 milhões de toneladas.

EUA - Para os dados da produção norte-americana, o departamento manteve suas estimativas para a produção e produtividade.

No entanto, viu-se um incremento nas exportações - de 42,73 milhões de toneladas em novembro para 43,27 mihões de toneladas, aumento de 1,27%. O que também aumentou foi o consumo total de 91,20 para 91,75 milhões de toneladas - alta de 1,27%.

Segundo o analista de mercado da XP Agro, Ricardo Lorenzet, os números divulgados pelo USDA para a soja vieram dentro do esperado e não devem provocar uma alta explosiva nos preços.

"Na verdade, o relatório confirma os baixos estoques norte-americanos, mas dentro das expectativas do mercado", explica.

Paralelamente, não houve uma redução nas safras sul-americanas e isso deve limitar as altas na Bolsa de chicago. Além disso, os dados para o milho e para o trigo também não são positivos para os preços.

>> Clique AQUI e veja o resumo do relatório elaborado pela Cerealpar

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