EXCLUSIVO: Seca na Argentina alerta mercado que precifica preços acima de 13 dólares/bushell em Chicago

Soja: aumenta preocupação com a seca na Argentina. Temperaturas altas, e chuvas irregulares somente na região Norte, dão sustentação aos preços acima de 13 dolares/buschell em Chicago. Meteorologia ainda não vê chuvas de valor agronômico mais à frente.
Publicado em 21/12/2010 12:36 | Atualizado em 21/12/2010 15:53

 

As regiões de produção agrícola na Argentina sofrem com as temperaturas altas e chuvas irregulares, e o mercado internacional precifica cotações acima de 13 dólares por bushell na Bolsa de Chicago (CBOT). Preocupação com a seca na Argentina aumenta demanda chinesa por soja, onde o Brasil pode se tornar o próximo principal exportador de soja.

No último trimestre de 2010, a China comprou mais de 4 milhões de toneladas a mais comparado ao mesmo período de 2009, 27% a mais de oleaginosa norte-americana. Com até 40% a menos de chuvas no país e caso se confirme perdas na produção argentina, a previsão para o Brasil é de manter os prêmios elevados nos portos e boa rentabilidade ao produtor.

Segundo Fernando Muraro, analista da AgRural, 2010 começou ruim para o mercado da soja, com boa produtividade das safras da América do Sul, se recuperando no segundo semestre do ano. Em 2011, os preços dependem do desenvolvimento da safra norte-americana.

Apesar da média de preços dos últimos 5 anos estarem 20% acima, remunerando 15% a mais aos agricultores brasileiros, Muraro alerta que é preciso estar atento ao desenvolvimento das lavouras durante janeiro e fevereiro. Apesar de considerada uma safra 9,0, o período crítico para definição ainda está por vir e daqui para frente, o mercado é de instabilidade.

A meteorologia da Somar Meteorologia prevê que o primeiro trimestre de 2011 será muito chuvoso no Mato Grosso, apertando as janelas para aplicação de pesticidas. “Apertem os cintos porque haverá muita volatilidade (no mercado) mesmo”, afirma o analista.

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