Demanda chinesa e seca na América do Sul sustentam soja
O clima no Brasil e principalmente na Argentina deverá sustentar "as cotações significativamente, levando-as a registrar patamares acima das médias históricas", disse o analista de mercado Leonardo Menezes, da Céleres Consultoria.
Os fundamentos que deverão exercer mais influência no mercado em 2011 serão a demanda chinesa e o clima na Argentina, o terceiro maior exportador de soja, afirmou a Céleres. A consultoria disse ainda que o fator climático ganhou mais força nesse início de 2011.
Em 2010, a soja subiu expressivamente encontrando sustentação nas volumosas compras da China, maior importador mundial da commodity. Agora, o mercado acelera seus ganhos por conta da estiagem na Argentina.
A firme demanda demanda mundial atrelada aos problemas com as safras na América do Sul coloca ainda mais pressão para que os Estados Unidos tenham uma produção maior em 2011.
Enquanto há um limite para a alta dos preços, as pessoas continuam consumindo, disse David Brew, corretor da Brasoja Corretora de Cereais, no Rio Grande do Sul. "As cotações continuarão subindo. Eu acredito que há demanda suficiente para isso", disse Brew.
Além da demanda, os sojicultores brasileiros têm avançado nas vendas de suas safras. A Céleres estima que 37% da produção 2010/11 de soja do Brasil já tenha sido vendida, volume maior do que os 23% registrados há um ano. A consultoria estima a colheita brasileira em 68,1 milhões de toneladas, produção menor do que a anterior de 69,1 milhões de toneladas.
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