EXCLUSIVO: Primeiro leilão de venda de milho tem baixa procura por parte dos compradores

Leilão de Milho da Conab tem baixa procura nesta tarde de quarta-feira. Apesar da exportação recorde, de 10 milhões de ton., a baixa procura de hoje mostra que existe muito milho nas mãos da iniciativa privada.
Publicado em 05/01/2011 12:41 | Atualizado em 18/01/2011 07:51

 

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realizou hoje o primeiro leilão de venda de milho onde demandou apenas 40% do total de 105.164 toneladas, considerada em procura baixa. Até o começo da tarde, de aproximadamente 50 mil toneladas ofertadas do primeiro aviso, 22% fora comercializada, ou pouco mais de 11 mil toneladas. Apesar da exportação recorde, 10 milhões de toneladas, neste ano, a baixa procura de hoje mostra que existe muito milho nas mãos da iniciativa privada.

Telmo Heinen, especialista em comercialização, afirma que regiões que antes tiveram menor procura, hoje consegue até elevar o prêmio do milho, como em Goiás abrir ao valor de R$ 21,00, chegando quase a R$ 25,00 em algumas regiões do estado. Em Minas Gerais, a abertura foi de R$ 25,50. Houve procura em São Paulo, ao contrário do Paraná, ao prêmio inicial de R$ 22,80, não obteve interesse de compra pelo grão da região.

A venda foi dividida em três avisos. No primeiro, com oferta de pouco mais de 50 mil toneladas dos estoques de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, a demanda foi por 22,12%, ou 11.089 toneladas.

No segundo aviso foram oferecidas 211,9 mil toneladas de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo. A demanda foi por aproximadamente 94 mil toneladas, ou 44,38% do total.

O terceiro aviso ofertava 623,9 toneladas do Rio Grande do Sul, pelas quais não houve demanda.

Ainda há cerca de 5 milhões de toneladas no estoques públicos da Conab destinada a abastecer o consumo dos brasileiros até a colheita da próxima safra. Heinen acredita ser suficiente, uma vez que por mês existe um consumo interno de 3,5 milhões de toneladas.

Assim como outros analistas, Heinen avalia que a baixa procura neste primeiro leilão assegura que há estoques de milho com empresas privadas.

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