EXCLUSIVO: influencia do La Niña derruba ainda mais a produção de soja e milho na Argentina
Enquanto o mercado aguarda a divulgação do primeiro relatório de oferta e demanda mundial pelo Departamento dos Estados Unidos (USDA) deste ano que deve diminuir ainda mais os estoques globais de soja e milho, a produção na Argentina continua a ser afetada pelo La Niña. Analistas prevêem redução na produção da soja para 40 milhões de toneladas. No milho a situação é pior, já que o país é o segundo mais exportador do cereal para o mundo.
Direto da Argentina, o analista da Agripac, Pablo Adreani, afirma que no último levantamento feito pela consultoria, a estimativa da produção na Argentina pode chegar apenas à 40 milhões de toneladas conta os 52 mi/ton previstas no inicio da colheita. Para o milho, a redução pode é de 25 para 18 milhões de toneladas.
Apesar de o fenômeno estar sendo considerado mais ameno com relação ao de 2008, ainda é muito preocupante a situação das lavouras argentinas em momento de elevação da demanda mundial. Só a China, maior player comprador do mercado, deve aumentar mais de 5% o seu consumo interno.
A ameaça climática que começa a se confirmar em chuvas leves e esparsas ocasionando queda na produtividade da Argentina é, atualmente, o fundamento primordial que sustenta os atuais patamares de preços na Bolsa de Chicago (CBOT) até, pelo menos, julho deste ano. Em agosto, começa a colheita das safras norte-americanas, já prevista para ser boa.
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