EXCLUSIVO: Pecuária mato-grossense não aceita mais pressão das Ongs e do Ministério Público

Boi Gordo: novo presidente da Acrimat não aceita pressão das Ongs e do Ministério Público sobre os pecuaristas do MT. A exigência de assinatura das TACs (termo de Ajustamento de Conduta) é confissão de culpa...
Publicado em 11/01/2011 14:01 | Atualizado em 11/01/2011 18:27

 

Cansados de represálias, a produção pecuária no Mato Grosso não aceita mais a pressão de Ongs e do Ministério Público sobre exigências que vão além do intuito da preservação ambiental das florestas. Assinar o próprio TAC (Termo de Ajustamento de Condução) é confissão de culpa.

O novo presidente da Acrimat (Associação dos Criadores do Mato Grosso), José Bernardes, afirma que as mais variadas exigências impostas pelas Ongs e pelo Ministério Público são para conter e/ou retardar o crescimento do Estado, limitando a produção já que no Mato Grosso existe qualidade e menores custos na produção.

Com a recuperação da pecuária em preços para o criador em 2010, Bernardes explica que o trabalho dos criadores este ano será o que investir ainda mais na qualidade e na manutenção da produção de animais para que não haja necessidade de aumentar as áreas de cultivo e assim diminuir a pressão sob a expansão da atividade.

O futuro presidente da Acrimat reconhece a necessidade de mudança no paradigma de preservação e produção, mas lembra que há mais 60% de cobertura vegetal intacta no Estado. A assinatura do TAC limita a comercialização da carne mato-grossense no país e tira a competitividade no mercado internacional, segundo Bernardes.

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