Soja encerra com mais de 10 pontos de alta em Chicago
Os futuros da oleaginosa voltaram a encontrar foco e sustentação nos estoques finais mais ajustados e na briga por área com o milho nos EUA. O recuo do dólar e mais uma leve alta do petróleo e dos metais também influenciaram e refletirampositivamente nas cotações. O que limita as altas, no entanto, são as condições climáticas na Argentina, que estão bastante favoráveis e podem reverter, mesmo que ligeiramente, os danos causados pela seca.
No caso do milho, as altas registradas hoje superaram os 15 pontos. Os preços subiram frente aos escassos estoques - que devem marcar o menor nível em 15 anos.
Além disso, os usuários de milho preocupam-se com a oferta já que a expressiva demanda das usinas de etanol e os pecuaristas acabram com as reservas. Paralelamente, as importações chinesas de milho dos EUA podem alcançar as 7 milhões de toneladas neste ano-safra, como informou presidente do Conselho de Grãos dos Estados Unidos, Thomas Dorr.
Assim como a soja e o milho, o trigo também encerrou com forte alta nesta quarta-feira. No entanto, no caso do cereal os avanços chegaram a superar os 20 pontos e refletiram a forte demanda pelo produto norte-americano.
A Argélia comprou 800 mil toneladas de trigo para moagem no terceiro leilão deste mês. Com essa aquisição, as importações feitas este ano sobem para 1,8 milhão de toneladas. O país está comprando por conta dos temores que indicam a inflação dos alimentos.
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