EXCLUSIVO: Preços da soja em alta com paralisação dos portos argentinos. Produção está reduzida

Soja: greve nos portos da Argentina atinge 18 esmagadoras, reduzindo em 50% a produção de farelo e e óleo. Bolsa de Rosário teme pela falta de cumprimento dos contratos. Preços sobem forte em Chicago.
Publicado em 01/02/2011 12:42 | Atualizado em 01/02/2011 16:00

 

A greve nos portos da Argentina que duram uma semana atinge 18 esmagadores, reduzindo em 50% da capacidade da moagem para a produção de farelo e óleo de soja. São mais de 40 navios parados à espera do embarque dos produtos e a Bolsa de Rosário teme pela falta de cumprimentos dos contratos com os compradores internacionais.

Direto da Argentina, o analista de mercado da AgriPAC, Pablo Adreani, afirma que a greve que está acontecendo é política, quando portuários exigem aumento salarial. Porém, o Governo se mantém distante e não cancela a paralisação, uma vez que ela está prejudicando a imagem da Argentina perante os players do mercado internacional.

Adreani lembra que dentro de quatro semanas as colheitas se iniciam nas lavouras recuperadas pelas chuvas em 80% das lavouras argentinas. A AgriPAC prevê uma produtividade recuperada tanto para o milho quanto para a soja: 30 milhões de toneladas e 45 milhões de toneladas, respectivamente. Apenas Córdoba sofre com a escassez de recurso hídrico nos solos.

Enquanto isso, os preços disparam hoje na Bolsa de Chicago (CBOT), avançando mais de 15 pontos de alta nos principais vencimentos.

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