Agrícolas despencam depois de terremoto no Japão e dados da China

Publicado em 11/03/2011 09:38 | Atualizado em 11/03/2011 17:09
O mercado de commodities agrícolas está despencando nesta sexta-feira frente aos acontecimentos e informações vindos da Ásia.

O milho já chegou a operar no limite de baixa e a soja recua quase 40 pontos na Bolsa de Chicago no pregão de hoje. Em Nova York, açúcar, algodão, café e suco de laranja também operam no vermelho.

Na China, a inflação ultrapassou as previsões e as informações já sinalizam a possibilidade de novos ajustes econômicos no país. A inflação manteve-se em 4,9% e pode subir ainda mais nos próximos meses.

Como explica o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Investimentos, os dados chineses se aderem à visão de demanda mais fraca no país, embora discutível no que tange às commodities agrícolas, e pressionam siginificativamente os preços.

Paralelamente, o Japão foi atingido pelo maior terremoto da história do país. O efeito, de 8,9 graus, arrasou várias áreas do nordeste da nação e provocou um tsunami de 10 metros de altura que devastou casas, prédios e áreas agrícolas. Segundo os últimos números da imprensa japonesa, o número de mortos já passa de 50.

O terremoto que arrasou o Japão nesta sexta-feira também gera pressão no mercado econômico, inclusive nas commodities agrícolas.

"O mercado já estava sensível à notícias ruins, com os acontecimentos de hoje, a situação piorou muito", explica Lorenzet. O analista diz ainda que o impacto, além do real, gera o fluxo de fundos para outros ativos que não commodities, principalmente moedas.

"De fato, o Japão é um importante importador de agrícolas, mas, na prática, o impacto maior é o aumento da aversão ao risco, que já estava elevada", enfatiza.

Japão pede ajuda de equipes de resgate estrangeiras, diz ONU

Reuters

O Japão pediu por um número limitado de equipes estrangeiras de busca e resgate após o forte terremoto de sexta-feira, informou a Organização das Nações Unidas.

"O Japão pediu equipes internacionais de busca e resgate, mas somente algumas", disse à Reuters Elisabeth Byrs, porta-voz da agência da ONU para a coordenação de assuntos humanitários, em Genebra.

Mais cedo, o órgão disse que cerca de 68 equipes de busca e resgate de 45 países estão à espera do pedido de Tóquio, após um tsunami provocado pelo mais forte terremoto já registrado no Japão ter atingido a costa leste do país, matando ao menos 1.000 pessoas.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário