EXCLUSIVO: Cancelamento de leilão de PEP pressiona cotações do feijão com compradores saindo do mercado
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cancelou o leilão de Prêmio de Escoamento para o Produto - PEP para feijão, que seria realizado nesta quarta-feira, dia 16 de março, o que acabou gerando problemas para a comercialização do produto.
De acordo com Marcelo Luders da Correpar, o governo se baseou nos preços de algumas modalidades de feijão, comercializados acima do preço mínimo de R$ 80,00, para argumentar o cancelamento do leilão. O feijão extra, por exemplo, já é comercializado de R$100,00 a R$ 110,00 em São Paulo. "Mas, o mercado é constituído de 10% de feijão extra e o restante de feijão comercial e tem feijões comerciais comercializados abaixo do preço mínimo... Foi uma surpresa (o cancelamento do leilão). Consideramos um absurdo ter sido anunciado o leilão e não ter sido efetivado. O mercado aguardava com ansiedade", afirma.
A anulação na retirada do produto do mercado via PEP já se reflete na dificuldade de comercialização do feijão, já que alguns compradores se afastaram do mercado fazendo com que o cenário baixista atinja as cotações.
Luders acredita que pelo menos até o final do mês haverá oferta para pressionar as cotações, pelo menos do feijão comercial " Acreditamos que o feijão extra será valorizado e o feijão comercial vai continuar a dar prejuízo para o produtor que vai estar vendendo esse produto abaixo do preço mínimo", conclui.
2 comentários
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Marcelo E Luders Curitiba - PR
Ola Jorge. Fica claro que os mercados de feijão carioca comercail e extra são distintos. Comentei que QUEM COLHER mais adiante terá um resultado melhor na comercialização. Também ponderei que podemos levar em consideração que o feijão nota 7 em 10/15 dias não deixará de ser 7 neste nivel o escurecimento é mais lento. Em nenhum momento sugeri que o produtor segure feijão extra que ja esta com preço acima do preço minimo.
jorge david lechinewski gouveia Joaquim Távora - PR
Após assistir entrevista de Marcelo Luders da Correpar, queria saber se ele assume um compromisso com os produtores de conseguir colocar os feijões de cor mais escuras num preço melhor, pois seu conselho pode acarretar em mais prejuizos para o produtor, pois tem safra nova de um feijão de melhor qualidade chegando aí. No que ele se baseia, pois o governo não tem mais nem espaço para receber mais feijão. E dai MARCELO você Garante o que está falando?