EXCLUSIVO: Colheita brasileira avança e pressiona preços em N. York; dia de recuperação na bolsa
O café que vinha perdendo posições compradas na Bolsa de Nova Iorque, tem dia de recuperação após alcançar mínima em cinco meses. Além da crise financeira na Europa, em especial, na Grécia, a safra brasileira começa a ser colhida de forma acelerada e pode pressionar ainda mais o grão. O Vietnã também colhe em ritmo rápido sua safra e uma alta produção deve entrar no mercado.
O coordenador comercial da Cooparaíso, Gilson Aloise de Souza, relata que as condições climáticas no sul de Minas Gerais estão favorecendo a colheita do café que já avança em 25%. Deste total, cerca de 30% já está pronto e em qualidade para ser comercializado.
Por outro lado, o mercado espera do Brasil uma redução de até 30% na média da produção, com bianualidade. Só na região da Cooparaíso, cerca de 45% será perdido com a produção menor. Assim, o cafeicultor está resistente quanto a sua comercialização.
O coordenador da cooperativa cafeeira explica que, devido a safra baixa em 2011, o produtor tem segurado sua mercadoria até que hajam novos preços (e melhores) no mercado físico capazes de cobrir ao menos o custo da produção.
Na região, a variedade do cereja descascado é negociado na média de R$ 500,00 por saca, enquanto que o de melhor qualidade chega a R$ 520,00 por saca. Portanto, Gilson afirma que está na hora de o cafeicultor investir mais na qualidade da sua safra.
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