DA REDAÇÃO: Clima é decisivo para as lavouras norte-americanas e cotações operam em alta na CBOT
O anel de alta pressão que deixa o clima seco e muito quente sobre o cinturão de grãos dos Estados Unidos vem se confirmando e sustenta os preços do complexo na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (15). O momento é decisivo para o desenvolvimento das lavouras e o que resta para a próxima semana é a confirmação de continuidade da previsão climática nessas condições ainda.
Enquanto as temperaturas oscilam entre 35 e 40°C nos Estados Unidos, os players do mercado precificam prêmio climático sobre as cotações da soja, milho e trigo nas bolsas internacionais. Para eles, o clima adverso é um problema crucial para o enchimento dos grãos nesta época do ano.
Segundo o analista de mercado da RJ O’Brien, Pedro Dejneka que fala direto do país, nem mesmo a indefinição do cenário macroeconômico com a crise financeira nos países da Zona do Euro e agora com o pedido de aumento no limite de crédito dos Estados Unidos são capazes de influenciar tão fortemente os preços no curto prazo das commodities agrícolas. O mercado está otimista quanto a situação norte-americana que não tem interesse em rebaixar sua economia.
O retrato do momento para o curto prazo é de cotações em ascensão e o milho voltando ao patamar de US$ 7,00/bushel e a soja aos US$ 14,00. Porém, Dejneka alerta que esta não é uma tendência para o mercado e que é preciso esperar a confirmação climática para os próximos dias, talvez, semanas pois o calor é histórico nos Estados Unidos.
Aos brasileiros, o analista recomenda que os produtores fixem negócios nos picos de Chicago, mas com cautela, tendo em mãos a maior parte da sua produção para comercializar aos poucos. A expectativa para o mercado fica na espera para a divulgação do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no começo de agosto.
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