DA REDAÇÃO: Colheita do milho safrinha avança no Brasil, com tendência de preços sustentados até o final do ano

Milho: mau humor do mercado financeiro derruba preços em Chicago nesta segunda-feira. Mercado espera definição climática nos Estados Unidos. No Brasil, colheita da safrinha avança e produtores aguardam volume perdido com geadas.
Publicado em 18/07/2011 13:45 | Atualizado em 18/07/2011 18:20

O mercado espera uma definição climática nos Estados Unidos para direcionar para alta ou para a baixa seus preços na Bolsa de Chicago. Enquanto que no Brasil, a colheita da safrinha de milho avança para um segundo semestre de possível sustentação de preço por conta das perdas sofridas com estiagem no plantio em março e geadas em meados de junho.

Segundo o analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, o mercado sofre um movimento típico para a época do ano, tanto fora quanto dentro do mercado brasileiro, e recomenda qoa produtor que não deixe a instabilidade atrapalhar a participação nas vendas do cereal em condições de comercialização para não perder com a incerteza do mercado futuro.

Apesar de ajustado, milho plantado na cultura da safrinha ainda será suficiente para atender a demanda interna e a exportação que volta em agosto. Porém, a indústria de carnes, principalmente suína e frango, ainda estão no mercado e não deixam de comprar o cereal que tende a se sustentar em bons preços até o final do ano.

Para garantir o abastecimento interno, compradores oferecem pela saca de 60 quilos no interior do Brasil valor de paridade ou acima com os preços dos portos de até R$ 28,50.

Assim, Galvão lembra que nos últimos três anos, a produção de milho no Brasil vive uma revolução em tecnologia para amenizar as perdas naturais que o clima incerto pode oferecer a produção, bem como, o brasileiro tem os mesmos méritos comparativos aos produtores norte-americanos e argentinos. Ou seja, o investimento na produção atualmente é maior, mas com garantia de renda no mercado global.

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