Em Chicago, grãos fecham a semana com baixas de dois dígitos
A maior preocupação ainda é a falta de um acordo entre republicanos democratas sobre a elevação da dívida pública do país e, diante dela, os traders aumentaram sua aversão ao risco e migraram de ativos considerados mais arriscados, como as matérias-primas.
Essa fuga dos agentes para investimentos mais seguros aceleraram as perdas uma vez que o mercado aproveitou esses temores no mercado financeiro e registraram severos movimentos de realização de lucros.
Porém, apesar de não só os grãos, mas como quase todas as commodities agrícolas terem refletido negativamente a essas preocupações, a previsão de clima mais favorável nos Estados Unidos também pesou sobre os preços e é, na verdade, o principal fator negativo para as cotações.
"O mercado incorporou um prêmio de risco de clima e esse prêmio está sendo dissipado nos últimos dias. E essa é a tendência nos próximos dias caso não exista uma nova pior no quadro climático nos Estados Unidos, os preços da soja e do milho devem continuar caindo em Chicago", disse o analista de mercado da agência Safras & Mercado, Flávio França.
De acordo com o analista, mesmo que se chegue a um acordo nos Estados Unidos sobre o futuro da dívida pública, a tonalidade negativa nas cotações deve continuar por conta da melhora climática.
França acredita ainda que por conta dessas chuvas que aliviaram o estresse causado pelo calor intenso e pelo tempo seco dos últimos dias, o relatório de acompanhamento de safra que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na próxima segunda-feira já deve apresentar uma recuperação das plantações trazendo um melhor índice de lavouras em boas ou excelentes condições acima do que foi reportado no último boletim.
Veja como ficaram as cotações no fechamento da Bolsa de Chicago:
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