DA REDAÇÃO: Fortes quedas da soja em Chicago não indicam tendência de baixa

Com aversão ao risco, fundos liquidam suas posições em commodities e a pressão negativa continua para o complexo de grãos nesta segunda-feira. Dólar em alta é o fator que ajuda o produtor brasileiro equilibrar suas contas.
Publicado em 19/09/2011 13:39 | Atualizado em 19/09/2011 17:35
As seguidas baixas no preço da soja dos últimos dias ficaram entre os patamares de US$13 a US$14 por bushel. Esses valores estão dentro do esperado para o mercado de soja, de acordo com o analista de mercado Daniel D’Avilla. As quedas contínuas têm assustado, mas não sugerem uma tendência de baixa. “É uma liquidação macroeconômica; assim que tiver uma luzinha, a gente pode ver os fundos voltarem para o mercado e levá-lo para cima”, diz.

De acordo com uma consultoria alemã, o preço global da oleaginosa deverá ter um baque nas próximas semanas com a pressão da colheita norte-americana. Porém, para o analista, o volume que está sendo colhido no momento não é tão significativo. As colheitas que realmente contam são as dos estados do Illinois, Iwoa e Indiana. 

Dados positivos como a baixa produção americana e estoques baixos se juntam a um novo dado com relação à produção chinesa. Ela deve diminuir de 14,6 bilhões de toneladas pra 13,7 bilhões, um declínio de 6%. Assim, as importações da china aumentariam em 6 milhões de toneladas na safra 2011/1012, pulando para 59 milhões de toneladas.

D’Avilla conclui ainda que o produtor brasileiro teve sorte com o dólar alto, compensando a queda de preço da soja.

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