DA REDAÇÃO: Mercado da soja tem dia de calmaria em Chicago

Grãos: expectativa de melhora na economia mundial sustenta preços em Chicago nessa quinta-feira. Levantamentos privados sobre safra dos EUA ainda é especulação para fundamentar novas altas. Momento é de cautela já que patamar é atrativo para demanda.
Publicado em 06/10/2011 13:32 | Atualizado em 06/10/2011 18:18
Com notícias as favoráveis para a macroeconomia, como a situação financeira da Europa se acalmando, a China fora do mercado devido ao feriado e o Brasil fora das negociações, os preços da soja na CBOT (Bolsa de Chicago) apresentaram queda.

O relatório do Credit Suisse informou que os fundamentos estão garantidos para os produtos agrícolas e divulgou também uma produtividade para a soja muito próxima do que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) relatou no mês passado. “Eles estão trabalhando na mesma casa”, diz Daniel D’Avilla, analista de mercado.

Portanto, os fundamentos são altistas. O que precisaria retomar é a demanda dentro dos Estados Unidos para que os preços voltassem a subir.

No Brasil, a BM&F, que usa a base porto, teve os preços da oleaginosa abaixo dos R$27, sendo que, durante a semana passada, esteve em patamares de R$30. A dificuldade em elevar os preços brasileiros esbarra no dólar, que não tem mais compensado tanto. “O produtor trava e não vende”, diz o analista.

Aliás, segundo D’Avilla, com o nível atual de preços para a soja o produtor deve mesmo segurar um pouco para vender e estocar o máximo possível.

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