DA REDAÇÃO: CPI do arroz: preços ao produtor, tributação e a assimetria no Mercosul serão principais pontos de investigação
As dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva gaúcha são antigas, provocadas, principalmente, pelos baixos preços pagos aos agricultores por conta do excedente de produção na atual safra. As políticas de preços, os custos de produção, os problemas de comercialização e de armazenagem e os estoques reguladores são alguns dos principais pontos questionados pelos produtores.
O presidente da Federarroz, Renato Rocha, explica que a carga tributária brasileira acaba onerando o custo da produção, dificultando o processo de comercialização tanto no cenário interno quanto externo. Isso leva a uma assimetria com os países do Mercosul que são livres de tributação e, portanto, comercializam sua produção a um preço mais baixo, gerando excedente de produção no mercado brasileiro.
"Estamos cansados de denunciar e não há uma solução para os mesmos... os problemas estruturais não são discutidos. Vamos apresentar com muita propriedade e com todo conhecimento que nós temos para os integrantes da CPI assim que a gente for chamado", conclui.
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Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS
Espero que a CPI do Arroz também mostre o quanto determinadas figuras desse Setor distorcem historicamente a verdade. Se fosse tão ruim assim produzir Arroz no RS, a área cultivada não teria crescido de maneira constante nos últimos 10 anos. Quando o produtor tem prejuízo continuado, ele quebra ou reduz a área plantada. Não é o que se vê no RS. Basta retirar os 25% a 30% da Receita Bruta que os arrendatários pagam para os proprietários de terras de Arroz para que ocorra o Ponto de Equilíbrio da Atividade. Arrendamento não é componente do Custo de Produção, nem aqui e nem na China! O custo real de produção do Arroz, como de qualquer cultura, é uma razão direta da produtividade/ha e dos insumos diretamente alocados. Computar o valor do Arrendamento como um Custo de Produção não é correto. Adicionar o "Custo da Oportunidade do Dinheiro" ou os "Juros sobre o Capital Próprio" distorce a realidade. Desse jeito, interessa muito a parte ineficiente do Setor alardear que o Custo é Maior do que o Preço de Venda. Finalizando, o Setor Arrozeiro precisa de TRANSPARÊNCIA e de GESTÃO de forma que se possa estabelecer um Mercado Futuro e de Opções com regras claras para todos os atuantes da Cadeia, principalmente para os Produtores. Qualquer coisa diferente disso, é Desculpa Esfarrapada para que a situação continue historicamente a mesma.