DA REDAÇÃO: Estoque brasileiro de café é o menor dos últimos 3 anos, de acordo com superintendente da Cooxupé

Café: Chove fraco sobre o Sul de Minas nesta segunda-feira, mas os cafezais ainda precisam de mais dias com chuvas para restabelecer as reservas do solo. O dia está com temperatura baixa para o padrão da região (19 graus em Guaxupé), e a umidade poderá favorecer a entrada de doenças.
Publicado em 31/10/2011 13:19 | Atualizado em 31/10/2011 17:24
O volume dos estoques de café brasileiro, até o dia 31 de outubro, tem sido o mais baixo dos últimos 3 anos, conforme relata o superintendente comercial da Cooxupé (Guaxupé), Lúcio Dias. Na cidade, os armazéns estão praticamente vazios e, caso o produtor venda seu produto num ritmo 300 mil sacas por mês, em 5 meses não haverá mais café. “A safra foi baixa e a demanda muito forte”, explica Dias.

A falta do grão no mercado fez com que alguns traders acreditassem que o produtor brasileiro estaria retendo café, em razão do imposto de renda ou da esperança de se obter mais lucros. Porém, essa dedução está errada. Hoje na Cooxupé, bem mais de 50% da produção foi vendida, uma parte dela no mercado futuro e outra boa parte negociada nos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro.

A redução da concorrência com problemas do Vietnã, a América Central e Colômbia estreitaram ainda mais a oferta, “podemos ter problemas muito sérios em 2, 3 anos, precisamos de margens boas”, diz Lúcio Dias. Nesse aspecto, o Ministério da Agricultura tem seu papel, agilizando a liberação dos recursos do Funcafé paro o custeio da próxima safra. 

Na lavoura, os cafeicultores precisam dessa renda para fazer, assim que houver estiagem, a adubação foliar, técnica que fornece nutrientes às plantas por meio da pulverização de adubo diretamente nas folhas. A ação evita a formação de doenças, propiciadas pela chuva e frios dos últimos dias na região mineira.
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