DA REDAÇÃO: Quebra em safras dos EUA e Grécia puxam exportações da uva brasileira

UVA: Quebra na produção nos EUA e Grécia favorecem exportações brasileiras. No mercado interno há pouca oferta e os preços seguem firmes acima do valor mínimo. Expectativa é de mercado é de mercado aquecido devido às festas de final de ano e a produtividade menor no Paraná.
Publicado em 04/11/2011 11:14 | Atualizado em 04/11/2011 12:20
O produtor brasileiro de uva segue animado com as exportações. Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior, em setembro, o volume embarcado da fruta brasileira foi 2,5% maior do que o observado em setembro de 2010. De acordo com a analista de mercado do Cepea, Isabella Lourencini, as vendas da uva brasileira foram aquecidas pelas quebras de produção na Califórnia (EUA), devido ao surgimento de fungos com a alta umidade do solo e na Grécia, por causa dos problemas econômicos que assolam o país.

No entanto, em dezembro deve ocorrer à entrada da uva de países concorrentes nas exportações. Sobretudo, exportadores como Chile e Argentina também terão safras menores, devido a fatores climáticos. Na África do Sul, a safra será maior do que a esperada, no entanto, os embarques do país devem acontecer com atrasos.

Para o mercado interno o final da safra retrai a oferta e sustenta os preços. Em dezembro, a entrada da safra do Paraná pode mudar este cenário, mas o Estado terá uma menor produtividade, devido também aos problemas com o clima.

Segundo Isabella, o final do ano é o melhor período para venda de uva no Brasil e a qualidade da fruta ofertada tem valorizado a produção. O preço por quilo, de acordo com a analista, se encontra acima do valor mínimo e a rentabilidade segue boa para o produtor.

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