Mercado de grãos sente pressão de crise na Itália e segue no vermelho
Para o complexo de grãos, o analista garante que os preços devem encontrar algum tipo de suporte, principalmente o milho, após relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reduziu as estimativas para produção e estoques do cereal nos EUA. No entanto, de acordo com Dejneka, o produtor deve estar atento ao mercado para discernir o que o está influenciando na época. “Hoje, todo mundo está prestando atenção no macro, que influencia diretamente os fundamentos do mercado agrícola. Então não se pode simplesmente sair comprando por que o fundamento é neutro ou um pouco altista”, destaca Dejneka.
Segundo o analista, caso o cenário macroeconômico de fato “derreta”, o complexo de grãos certamente sofrerá as consequências. Mas, ainda nesse caso, os fundamentos entrariam em ação para sustentar os preços. “Teremos pressão da crise européia, mas a mentalidade do mercado será de compra nas baixas. Se os preços caírem muito, o que vamos ver são os fundos e até a indústria entrando para comprar. No entanto, o mercado segue indefinido e não dá para saber qual será a direção”, explica.
Ainda em relação aos preços, Dejneka explicou que o mercado americano se avalia por seus fundamentos internos. Então, a redução nas exportações americanas de soja puxa os preços lá para baixo, mas isso não significa que a China está consumindo menos, apenas está comprando menos do EUA. Como foi observado este ano com a gigante asiática ampliando suas compras de soja da América Latina.
Para finalizar, o analista salienta que o produtor que ainda não está travando seus custos de produção deve fazer isso o quanto antes. “Eu iria travando de pouco em pouco. Em médio prazo o mercado encontrará suporte. É ter paciência e aguentar o nervosismo.”
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