DA REDAÇÃO:Café tem dia de alta em Nova York, refletindo chuvas na Colômbia e América Central

Café: cotações sobem mais de 2% nesta sexta-feira em N. York com previsão de quebra na safra mundial. Redução na oferta e demanda crescente devem sustentar preços para próximos anos. Investidores acreditam na produção do Brasil para suprir déficit, mas produtividade também está comprometida.
Publicado em 11/11/2011 14:08 | Atualizado em 11/11/2011 16:23
Café apresentou altas de cerca de 300 pontos para os principais vencimentos nesta sexta-feira (11) em Nova York, refletindo ainda as chuvas que causaram quebra na safra da Colômbia e America Central. Esses países são prejudicados pelo clima, que afeta em maior proporção os cafezais do que no Brasil, por estarem mais próximos do Equador.

O dia foi também de liquidação de opções na NYBOT, o que ocasionou disputa entre compra e venda das opções. As cotações devem ainda sofrer muita oscilação. Mas, se a crise europeia não piorar, a tendência é que os preços se mantenham firmes, já que não existe chance de a oferta de café crescer rapidamente.

O consumo do produto segue em elevação e, na hipótese de que se sustente no volume atual, mesmo assim, “a situação continuaria apertada, só uma grande crise pode mudar isso”, afirma.

Embora os operadores internacionais acreditem na safra brasileira trazendo uma “folga” para o mercado, não é esse o pensamento de Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes-SP. “Não acreditamos nisso, o café deste ano é menor que a nossa necessidade de exportação e consumo”. A produção mundial, segundo a OIC (Organização Internacional do Café), também deve sofrer uma redução de 129,5 milhões de sacas de 60Kg., estimado anteriormente, para 127,4 milhões.

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