Café: Financeiro e incertezas na América Central dão suporte à forte alta em NY
Publicado em 30/11/2011 17:22
Assim como as demais commodities agrícolas, o café teve um dia bastante positivo nesta quarta-feira no mercado internacional. Os futuros do café em seus contratos mais próximos fecharam a sessão de hoje com mais de 900 pontos de alta.
O mercado encontrou suporte, principalmente, na euforia registrada hoje pelo mercado financeiro. As boas expectativas geradas pelo corte do compulsório bancário na China e pela reunião de autoridades monetárias de importantes economias com o objetivo de trazer mais liquidez ao sistema financeiro mundial.
A correlação das commodities com o cenário macroeconômico tem sido bastante forte e qualquer movimento, seja negativo ou positivo, é fortemente sentido pelas agrícolas. Sendo assim, esse quadro positivo e mais a baixa do dólar impulsionou os ganhos de hoje. Isso acontece pois os fundos renovam seu apetite e passam a considerar uma volta para ativos mais arriscados, como as as commodities. Além disso, o recuo da moeda norte-americana torna o produto negociado em Nova York mais atrativo para o comprador e para o investidor, fato que também impulsiona as altas.
Porém, não foi só o mercado financeiro que deu sustentação aos preços nesta quarta-feira. Segundo o analista de mercado Gil Carlos Barabach, da agência Safras & Mercado, explicou que, entre os fundamentos, a incerteza sobre o tamanho da safra cafeeira na América Central também atuou como fator de alta e catalisador dos ganhos de hoje.
Barabach explica que essas informações chegam em um período de baixos estoques e por isso são vistas pelo mercado como positivos. "Incerteza dentro de uma situação de reservas baixas é um fator positivo", diz o analista. Há números que apontam uma produção menor na Colômbia, mas em contrapartida, outros que apontam para uma colheita maior em importantes países produtores.
O mercado internacional de café, segundo explica o analista, vem oscilando muito em busca de uma consolidação. "Essa alta de hoje tirou o equilíbrio do mercado", explicou. Barabach diz que as cotações vinham traçando uma tendência de gráfica baixista e que o avanço visto na sessão é apenas uma tentativa de recuperação das últimas baixas, que foram bastante severas. "Ainda não há uma perspectiva altista", disse.
Mercado Interno - Apesar desse tom de incerteza no mercado internacional, o mercado interno de café parece estar bastante descolado e segue positivo. Os preços no físico vêm subindo diante da chegada da entressafra e do produtor dosando suas vendas.
Com os cafeicultores mais capitalizados, eles podem segurar um pouco mais suas vendas, buscando melhores patamares de preços, "facilitando" a valorização dos preços.
A orientação, portanto, é de que os produtores mantenham essa estratégia, a fim de manter as altas dos preços. Os avanços devem se manter,porém, não devem fugir muito dos atuais patamares.
O mercado encontrou suporte, principalmente, na euforia registrada hoje pelo mercado financeiro. As boas expectativas geradas pelo corte do compulsório bancário na China e pela reunião de autoridades monetárias de importantes economias com o objetivo de trazer mais liquidez ao sistema financeiro mundial.
A correlação das commodities com o cenário macroeconômico tem sido bastante forte e qualquer movimento, seja negativo ou positivo, é fortemente sentido pelas agrícolas. Sendo assim, esse quadro positivo e mais a baixa do dólar impulsionou os ganhos de hoje. Isso acontece pois os fundos renovam seu apetite e passam a considerar uma volta para ativos mais arriscados, como as as commodities. Além disso, o recuo da moeda norte-americana torna o produto negociado em Nova York mais atrativo para o comprador e para o investidor, fato que também impulsiona as altas.
Porém, não foi só o mercado financeiro que deu sustentação aos preços nesta quarta-feira. Segundo o analista de mercado Gil Carlos Barabach, da agência Safras & Mercado, explicou que, entre os fundamentos, a incerteza sobre o tamanho da safra cafeeira na América Central também atuou como fator de alta e catalisador dos ganhos de hoje.
Barabach explica que essas informações chegam em um período de baixos estoques e por isso são vistas pelo mercado como positivos. "Incerteza dentro de uma situação de reservas baixas é um fator positivo", diz o analista. Há números que apontam uma produção menor na Colômbia, mas em contrapartida, outros que apontam para uma colheita maior em importantes países produtores.
O mercado internacional de café, segundo explica o analista, vem oscilando muito em busca de uma consolidação. "Essa alta de hoje tirou o equilíbrio do mercado", explicou. Barabach diz que as cotações vinham traçando uma tendência de gráfica baixista e que o avanço visto na sessão é apenas uma tentativa de recuperação das últimas baixas, que foram bastante severas. "Ainda não há uma perspectiva altista", disse.
Mercado Interno - Apesar desse tom de incerteza no mercado internacional, o mercado interno de café parece estar bastante descolado e segue positivo. Os preços no físico vêm subindo diante da chegada da entressafra e do produtor dosando suas vendas.
Com os cafeicultores mais capitalizados, eles podem segurar um pouco mais suas vendas, buscando melhores patamares de preços, "facilitando" a valorização dos preços.
A orientação, portanto, é de que os produtores mantenham essa estratégia, a fim de manter as altas dos preços. Os avanços devem se manter,porém, não devem fugir muito dos atuais patamares.
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