Ministra do Meio Ambiente diz em entrevista ao Estadão que não aceita lavouras em APPs

Publicado em 09/03/2012 06:57 e atualizado em 09/03/2012 16:22 1345 exibições
Entrevista realizada pela jornalista Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo

As regras para a recuperação da vegetação nativa em áreas de preservação permanente - as APPs - não mais serão negociadas pelo governo. A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em uma entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo. 

"Não tem sentido flexibilizar essa normal. Ao plantar área de preservação permanente, o produtor não está perdendo, está assegurando a produtividade para a propriedade, a oferta de água, etc", disse a ministra. 

O objetivo do governo agora é manter inalterado o texto vindo do Senado, mantendo pontos como a proteção integral dos manguezais e o corte de crédito aos produtores rurais que não regularizarem suas propriedades em cinco anos.. 

Clique no link abaixo e veja a entrevista de Izabella Teixeira, na íntegra, ao Estadão. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

13 comentários

  • jorge casarin Santo Ângelo - RS

    Desobedeça toda ordem absurda que for dada por superiores, no exercito é assim e assim vamos fazer caso formos prejudicados por leis que vierem a prejudicar nossas atividades civis, nós cuidamos de nossas propriedades, nós produzimos alimentos e conservamos e preservamos toda a água limpa que passa por nossas propriedades. Eu pergunto: Vocês da cidade fazem o mesmo?

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  • Flávio Pompei Uberaba - MG

    A essência do dilema que permitie à ministra, neófita no assunto, vociferar impropriedades sobre o que não sabe é muito óbvia: queremos um congresso e um senado de comportamento ético e patriótico, com visão de futuro bem definida e com ação coerente cdom os anseios de seus eleitores. No entanto, na hora de votar, a maioria escolheu nas últimas três eleições, pelo menos, os cqandidatos dos incomPTentes, do Partido Dos Trambiqueiros e do Partido que Manda Dinheiro para o Bolso. Agora, com inclusão de nós eleitores da classe agrícola no meio, precisamos mudar nossos votos já na próxima eleição. Afinal, sempre receberemos as consequências de nossas opções, e não adianta "chorarmos", é mudar, mudar e mudar.

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  • Paulo de Tarso Pereira Gomes Brazópolis - MG

    Que me perdoem os Deputados, uma unica Ministra que não teve voto nenhum caga na cabeça de todo o congresso, não da para acreditar, se ela prevalecer nem podemos chamar os Deputados de sangue de baratas, com isso podemos ofender o horripilante inseto.

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  • Odayr Flávio Teixeira Carmo da Cachoeira - MG

    OS AMBIENTALISTAS DEVERIAM PLANTAR A SUA PRÓPRIA COMIDA, AO INVÉS DE LIMITAR A DOS DEMAIS!!

    NESTE PÉSSIMO PAÍS ONDE NÃO SE CONHECE FOME (POR NÃO TER HAVIDO GUERRAS) COM POLÍTICOS QUE RECEBERAM NOSSOS VOTOS "DEMOCRÁTICOS" (SOMOS OBRIGADOS A VOTAR) PARA DEFENDEREM NOSSO INTERESSE, NA VERDADE PRATICAM A CORRUPÇÃO, VISANDO SEUS PRÓPRIOS INTERESSES.

    QUANDO VAMOS NOS REBELAR E PARAR COM ESSE CIRCO CHEIO DE PALHAÇOS/BANDIDOS/LADRÕES QUE INFESTAM O EXECUTIVO, LEGISLATIVO E O JUDICIÁRIO???

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  • jorge casarin Santo Ângelo - RS

    Vamos inverter o caso, pimenta não é colirio, já propus à varios senadores e deputados federais, façam a proposta, preservação ambiental por compensação financeira, perdemos área mas ganhamos renda proporcional, não produzimos e o país importa, se aceita a proposta deles mediante a compensação e fim de papo, ou o que se preserva e conserva tem valor ou não vale nada, joguem o tijolo quente nas mãos deles, isto é simplificar, não custa tentar.

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  • jorge casarin Santo Ângelo - RS

    Eu defendo, brigo, luto e sou parceiro de quem admitir que: Só se aceita um novo texto como os ambientalistas querem, mediante compensação financeira da área que for deixada para preservação ambiental, a coisa é muito simples, se perde área produtiva, mas não se perde renda, o proprietário recebe por prestação de serviços ambientais e os ambientalistas pagam pela área preservada, esta é a proposta ideal o resto é papo furado, o agricultor não é contra a preservação, ele é contra a perda de renda.

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  • jorge casarin Santo Ângelo - RS

    infelizmente a gauchada deixou de usar lenço no pescoço, tenho falado muito sobre o texto do código, não tenho encontrado terreno fértil para as minhas idéias, aqui a maioria iguinora as consequençias que virão, já se acostumaram a levar ferro, a seca tá acabando com a esperança, e falam que tudo vai ficar na mesma, acho que para melhorar tem que ficar pior.

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    O movimento acho que tem que partir dai do Rio Grande do Sul, porque aquí de Minas não precisa esperar nada...Ce já ouviu algum senador ou deputado de Minas defender a agricultura...Botaram um de bode espiatório pra relatar esta balburdia pra culpa ficar com os mineiros e o coitado do Piau mordeu a isca...

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  • jorge casarin Santo Ângelo - RS

    Agricultores e pecuaristas do meu Brasil, não aceitem estas imposições absurdas e sem cabimento, nós temos a força, basta usarmos, não se acata ordem absurda nem nos quartéis, nós produzimos alimento, isto sim é ter força, abaixo ditadura, abaixo imposição, que ninguém obedeça imposição de perda e prejuizo, cruzem os braços e mandem esta cambada de inúteis a plantar batatas. Nós temos a força, não esqueçam.

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  • Carlos Marcio guapo Campo Florido - MG

    Senhores produtores, eu não estou ouvindo o CNA falar, eu não estou encontrando noticias dizendo que nossas lideranças estão lutando, estou com medo dos politicos; o que esta acontecendo??

    Sai de minha propriedade e fui a Brasilia num buzão, vi o número de produtores lutando, articulados,e agora parece que esta tudo certo, parece que estamos sendo ouvidos.

    Onde estão os sindicatos lutando, nos defendendo, articulando nossas defesas, ou eu estou viajando em outra galáxia, estou totalmente errado, sendo um explorador, um degradador das matas nacionais?

    Acho que somos imbecis mesmo, discutir com quem não sabe nada do campo, com quem não sabe o que é um brejo, e que nunca plantou nada.

    Desculpem mais estou me sentindo um otário vendo o jogo politico e não ter voz para faze-los me ouvir.

    Mas ainda como um produtor rural , que mora e vive no campo, acredito la no fundinho que a razão, a informação correta, o Justo ainda um dia vai emplacar , só não sei se terei este prazer de ver o meu campo ser forte.

    Homens do campo, lutem pelos seus ideais, acreditem , vale a pena.

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  • ivo angelo rossoni fava Redentora - RS

    Assegurrar oferta de água? Estamos proibidos de chegar perto dos corregos, nascentes, lagos riachos, qual a água que será ofertada para o agricultor? Só da chuva. Por enquanto.

    A ministra fala em processo democrático. o Governo manda e o agricultor tem que obdecer. Caso contrário, multas pesadas, cadeia e fica sem crédito para plantar. Isso é democracia?

    A ministra fala que um amigo especial levou 3 anos para averbar a Reservas Legal, e teve que gastar dinheiro. E nós que não somos amigos da Ministra vamos levar quantos anos? Vamos gastar quanto?

    Por fim pergunto? A Ministra do Meio Ambiente é proprietária de algum imóvel rural? Quantas arvores a ministra plantou e cultivou?

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  • Marcelo Soares Rocha pedras altas - RS

    Prezado João Batista, refletindo sobre as últimas informações apresentadas, receio que estejamos à frente de posições dissimuladas(afora os dignos) quando do pedido de adiamento acordado para votação do novo texto, referente ao código florestal(relatório). O Deputado Caiado tem razão quando diz que “se não há consenso vamos ao voto”, senão vejamos:

    - sabemos que não haverá consenso para aprovação da emenda164 do campo como também para os 20 metros de área relativa ao urbano.

    Então, para que propósito vai servir esse entendimento(se não há)?

    Estamos prontos disse o Deputado Caiado.

    Vamos ao voto. Não foram por quê?

    Creio que o “tempo” pedido para a votação vai conspirar(manter acordo com maus propósitos) contra a Nação produtora.

    Declaradamente, em noticiário televisivo noturno denominado pinga-fogo(06-03-12), político dissidente do senado da base governista falou para o líder do governo, também do senado, em tratamento igual aos integrantes do partido da Presidente. Pergunto eu, para quê?

    Ele falou literalmente em distribuição de cargos ao partido dele junto ao Poder.

    Pergunto eu, nesse momento, para quê?

    Outrossim, remeteram manifesto das intenções do jogo no congresso “exigindo”ao Presidente Temer, em exercício, com posicionamento de “políticas” para tanto. Pergunto eu, para quê?

    Por fim, em minha opinião, tal impropério(caso revelado)age de má-fé contra as boas práticas públicas, aos produtores rurais e à Nação Brasileira.

    O Governo não admite negociar afirmou a Ministra Izabella. Mas, pergunto eu, não é dá competência do Legislativo Legislar?

    Que eu saiba cabe ao Executivo(governo) executar.

    Assim Senhores Deputados, a responsabilidade(palavra final do texto) está em vossos votos.

    O Senado o mudou.

    Corremos perigo com esse texto do Senado(caso aprovado)de chegar-mos ao resultado de um provérbio antigo:-“E aos próprios vitoriosos a vitória os destruirá”.

    Levaremos gerações para nos reerguer.

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  • amarildo josé sartóri vargem alta - ES

    Cara Ministra

    Pode sim haver 100 milhões de hectares de áreas degradadas neste País, só que em regiões apropriadas para a agropecuária extensiva. O que queremos saber é o que farenos com os nossos 3, 5, 10, 20, 50 hectares espalhados por vários Estados como ES, SC, MG, SP, RS, RJ, NORDESTE e tantos outros Estados, cujos proprietários ficarão impossibilitados de sobreviverem com tamanha redução de suas pequenas áreas. V. Exª poderia nos dar uma solução??? Ou estaremos fadados a miséria urbana???

    Pense bem Ministra, a preservação ambiental e fundamental e o Brasil é o país que mais preserva florestas no mundo, mas folha de floresta ninguem come. O tempo de fome, o fim das sextas básicas e alimentos baratos a custo do pequeno produtor rural está bem próximo!!! Quem viver verá...

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