Argentina tem papel cada vez mais importante na produção de farelos proteicos
O mercado mundial da soja segue crescendo e a Argentina terá um papel estratégico nesse cenário, embora a indústria do país ainda enfrente a crescente importação chinesa de soja em grão e impedido o acesso ao ingresso temporário de soja dos países vizinhos.
Os farelos proteicos, das quais a Argentina é o principal exportador mundial, principalmente no que diz respeito ao farelo de soja, têm um horizonte de crescente demanda mundial por seu valor estratégico. E sua relevância econômica: a exportação representa 12,16% da renda proveniente de importações da Argentina.
Segundo previsão da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em 2014 a produção mundial de carnes será de quase 300 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 20% em nove anos, desde 2005, e aproximadamente de 50% em 18 anos, desde 1996. Usualmente, a recuperação econômica mundial ou o crescimento de países que incorporam cada vez mais habitantes a um melhor nível econômico que se reflita também em uma alimentação mais diversificada, provocam que a produção de carne ocasione uma maior demanda de farelos proteicos para alimentar o mundo.
"O importante aumento na produção e no consumo mundial de carnes impulsionou um forte crescimento na utilização de farelos proteicos", concluiu um informe da Direção de Mercados Agrícolas do Ministério de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina.
A produção mundial dos 12 tipos de farelo proteico (soja, algodão, amendoim, girassol, canola, dendê, corpa, gérmen de milho, farinha de milho, peixe, gergelim e linhaça) do ciclo 2012/13 está estimada em 292,63 milhões de toneladas.
Segundo uma estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 2012, o consumo de carne bovina, suína e de aves teria aumentado em 3,9 milhões de toneladas. A carne de porco é a mais consumida no mundo, seguida pela carne de aves. A demanda nos países em desenvolvimento continua impulsionada pelo aumento da renda e dos melhores hábitos alimentares.
O principal produtor de farelos proteicos é a China, que, na última campanha, produziu um total de 69,27 milhões de toneladas e teve um crescimento constante nas últimas cinco campanhas. Em segundo lugar veio os Estados Unidos e, em terceiro, a Argentina.
A China, por sua vez, é o principal consumidor do produto, respondendo por 33% do total. A Argentina é a que mais exporta, com 84% de sua produção com destino a outros países, seguida por Estados Unidos, Brasil e Índia. A produção de farelo na Argentina totalizou 27,8 milhões de toneladas em 2012, sendo o farelo de soja o principal produto, com 93,5% do total.
Com informações do site Info Campo.
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