Governo chinês estimula aceitação a transgênicos
O governo da China intensifica uma campanha de relações públicas que pode abrir caminho para a aprovação da produção comercial de transgênicos. Isso porque, nos últimos meses, o Ministério da Agricultura e outros órgãos estaduais têm divulgado uma série de comunicados e eventos que ressaltam a segurança desse tipo de alimento.
Isso se dá porque o país se encontra encurralado entre o aumento de pressões para aumentar os recursos alimentícios e o ceticismo popular sobre o uso de alimentos geneticamente modificados.
Algumas medidas que estimulam o consumo foram representadas por um evento de final de semana na Universidade Agrícola de Huazhong, no qual ativistas ofereceram bolo e mingau feito de 'arroz dourado', uma variedade geneticamente modificada, com mais betacaroteno. Também nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura elogiou a pesquisa do cientista Huang Sanwen, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, que mapeou o código genético de uma variedade de pepino.
Em uma série de perguntas e respostas publicadas em seu site, o Ministério também afirmou que os alimentos geneticamente modificados não oferecem problemas de risco à saúde e que este tipo de produto está sujeito a uma "avaliação de segurança pré-mercado rigorosa".
A China permite atualmente a produção comercial de tomates, algodão, mamão e pimentão transgênicos. Também autoriza a importação de milho, soja, canola e algodão geneticamente modificados para uso na alimentação animal e outros fins que não sejam consumo humano.
Mesmo com uma colheita de grãos robusta, as importações da China vêm disparando desde 2010. Cerca de 95% do milho importado é de variedades geneticamente modificadas dos EUA.
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