Agropack: Espírito Santo Investment Bank divulga balanço dos principais mercados agrícolas em outubro

Publicado em 05/11/2013 16:00 535 exibições

O Espírito Santo Investment Bank divulgou, nesta terça-feira (5), o informativo Agropack de outubro, com um balanço dos principais mercados agropecuários no mês passado. Abaixo, confira um pequeno resumo de cada cultura e, no link abaixo, confir a íntegra do boletim.

Milho: Ao contrário da tendência dos fundamentos, os preços do milho subiram 7,6% em outubro, em função da boa demanda pelo grão norte-americano e pelo comportamento dos produtores brasileiros. Margens mais atrativas da indústria de etanol e bons volumes exportados pelos EUA deram espaço para valorizações e, no Brasil, os preços acompanharam este movimento. Além disto, os produtores locais recusaram em vender a produção a preços menores, forçando os consumidores com necessidades imediatas a pagarem mais. No entanto, este movimento de alta já está perdendo força. Nos EUA (apesar do atraso em relação à média histórica), a colheita tem evoluído em bom ritmo, alcançando 59,0% da área plantada até a 4ª semana de outubro. Para mais, no mercado interno, a maioria dos produtores devem esvaziar (vender) seus estoques para dar espaço à entrada da soja da nova safra. Contudo, nossa expectativa é de preços em queda em curto-prazo.

Soja: São raros os negócios no mercado interno neste momento. Os produtores locais estão focados no plantio, que tem avançado rápido em todo país. Em Mato Grosso, foi plantado 50,6% da área estimada de 8,3 milhões de hectares. Porém, em algumas regiões a largarta Helicoverpa armigera tem aumentado as precupações em relação ao desenvolvimento das lavouras. Os preços em Paranaguá-PR têm ficado estáveis, ao redor de R$75,00/saca, desde a quarta semana de outubro, devido à ausência do produto e, consequentemente, de movimentação. Nos EUA, a colheita está em ritmo forte. O USDA estima que 77,0% da área plantada foi colhida até 27 de outubro. É importante notar, que o país também tem exportado bons volumes, principalmente para a China. Em função disto, nós acreditamos que os preços possam ficar sustentados até dezembro, antes de sofrerem maior pressão de baixa com a entrada da safra brasileira a partir de janeiro de 2014.

Açúcar: Há determinada preocupação em relação à logística de exportação no Brasil devido ao incêndio nas instalações da Copersucar no porto de Santos-SP (maior exportador de açúcar do país). Especialistas estimam que o porto perdeu cerca de 25,0% de sua capacidade de armazenamento e que, provavelmente, serão necessários 18 meses para que as operações voltem ao normal. Isto pode ter influência na escolha do mix de produção da próxima safra (2014/2015). No mercado interno, os preços saíram de R$47,49/saca, no início de outubro para R$52,45/saca (+10.4%), à vista, no final do mesmo mês, em função das chuvas que atrapalharam a moagem de matéria-prima e um ligeiro aumento da demanda. Segundoa UNICA, 18,5% menos cana-de-açúcar foi processada nas duas primeiras semanas de outubro frente ao mesmo período de 2012, o que reduziu a produção de açúcar e etanol no período.

Etanol: os preços do etanol estão sustentados em função da demanda. De acordo com a ANP, 932,5 milhões de litros de etanol hidratado foram vendidos no Brasil em setembro, um crescimento de 14,0% na comparação anual. Na média dos últimos cinco anos, os preços do etanol hidratado subiram 7,9% de novembro até o final de dezembro. Porém até meados de outubro deste ano, a produção total de etanol foi 20,5% maior do que na última temporada. Isto pode limitar valorizações expressivas.

Café: Tendência baixista. Esta é a melhor expressão para descrever a dinâmica do mercado do café. Os fundamentos apontam que não há tendência de reversão no curto prazo. No Brasil, a oferta remascente é de 25~26 milhões de sacas. Além disto, as chuvas tem sido frequentes na maioria das regiões produtoras, o que favorece a florada dos cafezais e colabora para uma boa produtividade na próxima safra. Na Colômbia e América Central, a colheita está correndo como esperado. Recentemente, o USDA revisou para cima a produção da Colômbia para 10,1 milhões de sacas (era de 8,3 milhões). Embora a produção do país tenha se recuperado nesta safra, os produtores colombianos estão enfrentando altos custos de produção e
baixos preços de venda.

Boi gordo: Após subirem aos maiores níveis de 2013 no começo de outubro, as cotações do boi gordo estão pressionadas. De meados de agosto até a segunda semana de outubro, a dificuldade dos frigoríficos em comprar animais fez com que os preços subissem 10,1%. Apesar das estimativas de recuo de animais confinados em 2013, houve a típica pressão de saída de boiadas de cocho no final do último mês. Este fator, somado a demanda contida, deu força para que a tendência de alta fosse revertida. Outro ponto relevante é o preço da carne de frango e suína no atacado, que caíram, em média, 9,0% em outubro, o que tira a competitividade da carne bovina.Nós acreditamos que as tentativas de compra em preços menores podem continuar no curto prazo. No entanto, não há espaço para quedas bruscas, uma vez que a oferta de animais terminados está limitada. Além disto, com o aumento dos empregos temporários, recebimento dos décimos terceiros salários e mais feriados, o consumo de carne bovina tende a aumentar nos últimos meses do ano. Neste período, a oferta de animais confinados e de boiadas prontas à pasto é mais curta. Um bom cenário para valorizações da arroba.

>> AGROPACK - OUTUBRO

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Fonte:
Espírito Santo Investment Bank

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