Datafolha: Dilma perde mais eleitores do que Aécio para o 2º turno

Publicado em 13/10/2014 17:22

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu para o rivalAécio Neves (PSDB) parte dos eleitores que votaram nela no primeiro turno, mostra a última pesquisa Datafolha. O mesmo ocorre com o tucano, mas em percentual inferior ao dos votos perdidos pela petista.

Segundo levantamento Datafolha concluído na quinta-feira (9), se a eleição fosse nesse dia, 6% dos eleitores que afirmaram ter votado em Dilma Rousseff no primeiro turno escolheriam o tucano no segundo turno. No caso de Aécio Neves, a migração de votos para a petista seria de 2%.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma perderia 6% dos votos, e Aécio, 3%.

Dilma Rousseff terminou o primeiro turno à frente, com 43,268 milhões de votos, ou 41,59% do total dos válidos. Aécio Neves teve 34,897 milhões de votos, 33,55% dos válidos.

Dos que disseram ter votado em Dilma, 88% afirmaram que "com certeza" repetiriam o voto no dia 26 de outubro. Daqueles que optaram por Aécio, 91% permaneceriam fiéis.

Entre os dilmistas, 3% não sabiam em quem votar no pleito final das eleições presidenciais. No caso tucano, esse percentual era de 2%.

REJEIÇÃO

No último Datafolha, o percentual de eleitores que disseram ter votado em Dilma, mas que não votariam de novo nela de jeito nenhum é de 3%. No caso de Aécio, essa rejeição é de 1%.

Também pesa negativamente sob Dilma parte considerável daqueles que optaram por Marina Silva (PSB) na primeira fase da disputa, e que afirmam não votar na petista de jeito nenhum agora: 65%. Entre os marineiros, a rejeição a Aécio é de 18%.

Dos eleitores de Marina, 66% devem optar por Aécio, e 18%, por Dilma. Na pesquisa de 30 de setembro, 25% dos marineiros optariam pela petista caso a ex-senadora ficasse de fora do segundo turno.

Como Marina recebeu 22,177 milhões de votos, terminando com 21,32% dos válidos, seus eleitores são fundamentais para decidir quem irá governar o país nos próximos quatro anos.

A rejeição também é alta entre aqueles que votaram em branco ou nulo -e que somaram mais de 11 milhões de votos, a quarta maior força eleitoral no primeiro turno. Entre eles, 63% afirmaram não votar de jeito nenhum em Dilma no segundo turno. A rejeição ao tucano, nessa faixa, é de 43%.

MIGRANTES

Os votos "migrantes" surgem com mais força agora. Antes do primeiro turno, os percentuais eram bem menores.

Pesquisa Datafolha finalizada em 30 de setembro mostrava que, num cenário em que os dois candidatos fossem para o segundo turno, 2% dos votos da petista iriam para o tucano, enquanto 1% dos eleitores dele migrariam para a candidatura do PT.

O Datafolha dá outra informação que mostra um grande contingente que pode estar disposto a mudar de voto. Entre os aecistas de primeiro turno, 14% dizem que talvez votassem em Dilma no segundo. O percentual de dilmistas que poderiam virar aecistas é o dobro: 28%.

Há empate entre aqueles que talvez mantivessem o voto no mesmo candidato: 8% para cada lado.

O crescimento dos eleitores de Dilma perdidos para Aécio no segundo coincidem com o aparecimento de novas denúncias envolvendo a Petrobras.

O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef apontaram em interrogatório à Justiça que desvios de recursos da empresa abasteciam o caixa do PT e dos PP e PMDB. O PT nega. Porém, não há como afirmar que a razão desse comportamento é o escândalo da Petrobras -ou apenas ele.

É comum haver eleitores que mudam de escolha de um turno para outro. Em 2006, por exemplo, o então candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu menos votos no segundo turno do que havia tido no primeiro. Naquele ano, ele perdeu 2,4 milhões de eleitores, e Lula (PT) foi reeleito presidente.

Também há eleitores que rechaçam uma das candidaturas e que votam em quem não é de sua preferência para que outro candidato não tenha chance de vencer.

Seria o caso, por exemplo, de eleitores que optariam por Aécio para evitar que Marina fosse à disputa final, temendo que ela saísse vitoriosa, e que no segundo turno escolhessem o PT.

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Fonte:
Folha de S. Paulo

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