Helicoverpa: Oeste de BA tem estado de emergência fitossanitária prorrogado
A região do oeste do estado da Bahia (BA) foi declarada, no ano passado, como estado de emergência fitossanitária devido ao intensivo ataque da praga Helicoverpa armigera. Com isso, a área recebeu a implementação do plano de supressão e adoção de várias medidas coordenadas pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com duração de um ano. Nesta terça-feira (4), por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU), este prazo de vigência da emergência fitossanitária foi prorrogado por mais um ano, a contar do dia 5 de novembro deste ano.
De acordo com Luis Rangel, diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), a renovação da situação de emergência do oeste da BA irá dar maior segurança ao agricultor: “Durante a safra 14/15, ele terá as ferramentas de manejo ainda disponíveis para conviver com a praga. É muito importante que os instrumentos de controle sejam estabilizados para que, no final da emergência, possamos conviver com a Helicoverpa de uma maneira sustentável”, destaca.
Espera-se que os outros estados que declararam emergência no ano passado, como o Maranhão, o Mato Grosso e o Goiás, dentre outros, tenham também o prazo prorrogado, segundo Rangel. “As cidades que não declararam podem demandar ao Ministério um pedido a ser analisado. Trabalhamos no sentido de ter ferramentas mais ágeis para lidar com essa praga”, continua o diretor do DSV.
Ação – As lagartas Helicoverpa armigera causam danos às culturas quando se alimentam dos grãos em formação na planta, como brotos e frutos, desde os estágios iniciais até a fase de maturação do vegetal. Os maiores prejuízos causados pelo inseto acontecem em lavouras de soja, milho e algodão.
Neste último ano, o Mapa adotou uma série de medidas para o monitoramento e controle da praga, como o uso de controle biológico e químico; uso de armadilhas, iscas ou outros métodos de controle físico; determinação da adoção do manejo integrado de pragas emergencial; determinação de épocas de plantio e restrição de cultivos subsequentes.
Outras medidas adotadas pelo Mapa no combate à praga envolveram a liberação inundativa de agentes de controle biológico; uso de cultivares que restrinjam ou eliminem as populações da praga e vazio sanitário para deixar a terra sem cultivo, com períodos livres de hospedeiros.
O plano de supressão da praga foi baseado nos conceitos e práticas do Manejo Integrado de Pragas e desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com a participação de representantes do setor acadêmico, produtivo e governamental.
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