Com ritmo forte, vendas da nova safra de MT superam médias históricas, diz Imea

Publicado em 08/10/2019 14:28 e atualizado em 08/10/2019 16:09
299 exibições

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização da soja 2019/20 de Mato Grosso atingiu até o final de setembro 36,03% da produção estimada, em ritmo que supera tanto a média das últimas cinco temporadas para o período quanto as vendas do ano anterior, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo dados divulgados pelo órgão ligado aos produtores na noite da segunda-feira, as vendas da safra futura avançaram 5,03 pontos percentuais em relação ao mês anterior, enquanto na comparação anual a comercialização tem vantagem de 2,16 pontos. A média de cinco anos para o período é de 29,39%.

"Apesar da redução de 23,91% no prêmio portuário para Santos... o alto patamar cambial, atrelado ao avanço mensal de 5,72% na cotação na bolsa de Chicago, garantiu a sustentação dos preços, o que resultou na negociação de alguns volumes", disse o Imea em nota.

A comercialização da safra 2019/20 de milho do Estado, por sua vez, tem ritmo ainda mais adiantado, avançando ao final de setembro para 41,89% do projetado. O número figura 12,32 pontos à frente do visto em 2018/19 e 18,13 pontos além da média de cinco anos para o período.

Mato Grosso é o principal Estado produtor de soja e milho do Brasil.

(Por Gabriel Araujo)

Tags:
Fonte: Reuters

1 comentário

  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    As vendas antecipadas da safra nova derrubam os prêmios para os vencimentos futuros. Num cenário de incertezas quanto ao comportamento do câmbio nos próximos meses, de como ficará estabelecida a oferta americana e o ritmo das compras chinesas, me parece uma decisão temerária o comprometimento do físico em tamanha proporção. Isso demonstra que os Produtores do MT estão enfrentando sérios problemas de capital de giro, decorrente do volume das operações de Barter que se verificam a partir dessa constatação, e podem não estar sabendo cadenciar a comercialização. Conforme já explicou inúmeras vezes o analista Liones Severo, os preços de Chicago não reagiram durante os últimos anos por conta das sucessivas desvalorizações do Real que motivaram vendas massivas por parte dos nossos Produtores, cujo padrão permitiu a construção de um algoritmo que antecipa com assertividade as decisões de venda e pressiona os preços para patamares abaixo do nível que seria esperado numa conjuntura de oferta apertada e demanda firme.

    2