Colheita de soja e milho entra na reta final no Brasil sem limitações com chuvas nos últimos dias
A colheita de soja e milho entra na reta final no Brasil com clima ideal nos últimos dias, segundo levantamento da Consultoria DATAGRO. Até o dia 10 de abril, os trabalhos no campo com a oleaginosa atingiram 91,8% da área esperada. No milho, a colheita na região Centro-Sul do país chegou a 93% da área e o plantio do milho de inverno está finalizado na região.
O avanço semanal da colheita da soja foi de mais de quatro pontos percentuais ante 87,6% da área no último levantamento. Além disso, os trabalhos no campo estão mais avançados ante comparativo com o mesmo período do ano anterior (88,9%), assim como a média de cinco anos que é de 85,2%. A colheita atingiu 100% da área nos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul e 99% no Paraná.
“As chuvas foram limitadas sobre a região produtora e os trabalhos puderam avançar com relativa tranquilidade. Inclusive na região do MAPITOBA. Assim, as perdas por excesso de umidade continuam pouco expressivas. No lado contrário, as perdas contabilizadas vão se confirmando intensas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, afirma Flávio Roberto de França Junior, coordenador da DATAGRO Grãos.
No caso do milho, o avanço semanal foi mais expressivo, seis pontos percentuais ante o último levantamento da DATAGRO (87%), também em função do clima predominantemente favorável para os trabalhos no campo, chegando a 93% da área esperada no Centro-Sul do Brasil até o dia 10. A colheita ficou bem acima dos 83% do mesmo período de 2019 e também dos 84,2% da média de cinco anos.
“Os trabalhos estão se encerrando nos próximos dias em São Paulo, Goiás e Paraná. E em mais duas semanas em Santa Catarina e Minas Gerais. Ficando apenas alguma coisa para fechar no Rio Grande do Sul”, pontua França.
Já o plantio da safra de inverno 2020 de milho no Centro-Sul do Brasil foi finalizado e apresenta, no geral, boa evolução das lavouras na região produtora diante de clima regular até o momento. “A exceção fica por conta da irregularidade e chuvas escassas no oeste do Paraná, e alguma coisa no sul do Mato Grosso do Sul, onde estamos registrando perda de potencial produtivo”, explica França.
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