Brasil teme avanço do protecionismo agrícola em meio à pandemia, aponta documento

Por Jake Spring
BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil espera que a pandemia do novo coronavírus resulte no aumento do protecionismo nos mercados agrícolas globais, à medida que países buscam garantir suas ofertas locais de alimentos, apontou um documento preliminar do Ministério da Agricultura visto pela Reuters.
O documento destacou a possibilidade de que países instituam restrições a exportações, subsídios e outras políticas de favorecimento às indústrias agrícolas domésticas.
As conclusões são baseadas em consultas realizadas entre o ministério e 23 adidos agrícolas localizados em postos diplomáticos brasileiros ao redor do mundo.
O Brasil se tornou uma potência agrícola nas últimas décadas, na esteira da globalização. O país é o maior exportador de soja, açúcar, café, suco de laranja, carne de frango e carne bovina do mundo, além de forte concorrente dos Estados Unidos no agronegócio.
O documento afirma que é provável que haja mais intervenções nos mercados agrícolas, com países em alguns casos diminuindo restrições quando há temor de escassez de alimentos, mas retornando a "graus elevados de proteção e subsídios quando conveniente, como forma de estimular as agroindústrias domésticas."
"Sobre subsídios, especificamente, há o risco de a pandemia ser utilizada como pretexto para seu emprego em níveis desproporcionalmente elevados", indicou o documento.
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