Após saída da ABAG, Aprosoja Brasil busca formar novo grupo para “mostrar a realidade do campo” ao exterior

Publicado em 30/09/2020 12:58 e atualizado em 30/09/2020 17:57 1126 exibições
Presidente Bartolomeu Braz explicou que posicionamentos da Aprosoja eram votos vencidos e tinham menos peso do que ONGs

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No final da última semana, a Aprosoja Brasil anunciou o seu desligamento da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). Na ocasião, a nota oficial da Aprosoja justificou a decisão em razão “de entendimento de não mais serem convergentes os interesses e objetivos da Aprosoja Brasil e esta entidade.

Nesta quarta-feira (30), o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, participou de uma entrevista coletiva onde deu mais explicações sobre esta decisão e comentou quais devem ser os próximos passos da entidade em defesa de seus posicionamentos à favor dos produtores brasileiros.

Na visão de Braz, os posicionamentos da Aprosoja dentro da ABAG eram sempre votos vencidos, com um favorecimento da visão de ONGs e outras entidades, que tinham mais voz e poder do que qualquer um dos outros órgãos.

“Muitas informações eram levadas em nosso nome, mas não saiam de nós, de dentro da porteira. Nós tentamos mostrar dentro da ABAG que as informações que eles estavam passando eram exageradas, mas não tivemos alternativas a não ser sair”, diz Braz.

Entre as criticas da Aprosoja, está o fato de que a agenda que a ABAG estava construindo não era a de estimular o produtor a conservar o meio ambiente, mas sim o de punir e penalizar quem preserva.

“A agenda era só de punição, ‘não vamos dar dinheiro, esse pessoal vai ficar de fora dos negócios’. Isso nunca funcionou no mundo, você obrigar a pessoa a fazer algo ao invés de estimular ela a fazer”, explicou o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa.

Para o diretor, o ideal seria uma política de auxiliar e valorizar o produtor que preserva áreas dentro das propriedades. “Muitas empresas e entidades querem pagar por essa preservação e é preciso um programa de pagamento para quem tem floresta em pé, se não a mensagem é trocada. Temos que cumprir o pacto ambiental que fizemos lá atrás”, diz.

Diante desse rompimento, a Aprosoja Brasil vai buscar a composição de um novo grupo de empresas e entidades ligadas ao agro e que representem os interesses dos produtores brasileiros. Apesar de não confirmar os participantes deste novo grupo, o presidente adiantou que seriam entidades que já atuam nesta defesa como a CNA e a Embrapa.

“Será um novo grupo formado por entidades que estão produzindo e preservando o meio ambiente. Entidades que não tem este objetivo ou não conhecem o setor vão ficar de fora. O objetivo será melhorar a imagem, porque do jeito que estava ela só piorava”, afirma Braz.

Entre as ações deste novo grupo estarão contatos com  o Itamaraty e os adidos brasileiros para espalhar uma nova narrativa sobre o agro brasileiro em outros países. “Queremos mostrar a realidade com informações e visual novo. Vamos sair dessa linguagem de máquinas e desumanização e mostrar as pessoas no campo, mostrar as florestas dentro das propriedades. Este é o plano para 2020 e 2021”, afirma Rosa.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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