Agricultores de Santa Catarina buscam inovações para aumentar a renda no meio rural
A inovação está cada vez mais presente no agronegócio de Santa Catarina. Os agricultores estão buscando novas formas de produzir e tecnologias que vem transformando a realidade do campo. Nesta quarta-feira, 31, o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, visitou propriedades em Vargeão, no Oeste catarinense, que são exemplos para o agro do futuro.
Leonardo Biotto é produtor de leite e decidiu investir no cultivo de trigo forrageiro para produção de silagem. Ocupar as lavouras também no inverno trouxe uma renda extra para o agricultor e os resultados são surpreendentes. Na última safra, foram 3 hectares destinados à produção de trigo e cada hectare gerou 40 toneladas de silagem - um desempenho bem acima da média, que é de 25 toneladas/hectare.
“Visitamos duas propriedades rurais que podem inspirar outros produtores rurais em Santa Catarina. São dois agricultores que estão fazendo grandes inovações no processo produtivo. O Leonardo está produzindo uma silagem de grande poder nutritivo, uma produção fantástica e o produtor está muito animado”, destaca o secretário da Agricultura Altair Silva.
Segundo o extensionista da Epagri em Vargeão, Murilo Renan Mota, a produção de silagem de trigo é uma alternativa para que os agricultores consigam grandes volumes de alimentação para os bovinos também no inverno. “ A principal cultura utilizada para a produção de silagem é o milho, porém o cultivo ocorre no verão. Durante o inverno, esta mesma área acabava sendo cultivada com uma cobertura de aveia preta. Agora com o cultivo do trigo para silagem é possível produzir uma quantidade muito maior de alimento em volume por área e estocar esse alimento na forma de silagem”, explica.
Robotização na produção de leite
A chegada da internet foi um divisor de águas para a propriedade da família Pasquali. Com foco na bovinocultura de leite, Elizeu decidiu investir na automatização e hoje a ordenha é totalmente robotizada, praticamente sem nenhuma participação humana.
Levar internet para o campo e replicar o exemplo da família Pascoalli é uma das prioridades da Secretaria da Agricultura, que já estuda um projeto para investir R$ 5 milhões na conectividade de 20 municípios. “Na propriedade do Elizeu conseguimos ver como a internet pode transformar o processo produtivo. Por isso vamos abraçar esse programa para levar mais educação para o meio rural e também fomentar a agricultura 4.0. Precisamos dos meios digitais para que os produtores rurais tenham acesso à tecnologia e inovação”, ressalta Altair Silva.
A Secretaria já iniciou as tratativas também com o Governo Federal em busca de recursos do Ministério das Comunicações para que os trabalhadores rurais possam ter acesso pleno à internet, ampliando os mercados e melhorando a gestão das propriedades.
0 comentário
Plataforma da ESALQ disponibiliza documentos históricos da instituição e da educação agronômica no país
Bioestimulante à base da alga Ascophyllum nodosum é inovação para uma agricultura mais sustentável
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,909 bi em junho, diz BC
FMI diz que espera dialogar sobre mudanças promovidas por bancos centrais às orientações futuras
UE planeja reduções mais graduais de CO2, com mais licenças gratuitas para indústria em reforma do mercado de carbono
Trump diz que EUA provavelmente vão atacar Irã de novo na noite desta 4ª-feira