MS está entre os estados com maior adoção de sistemas de integração e plantio direto no Brasil
Área ultrapassa 2 milhões de hectares com técnicas de ILPF e 2,3 milhões com uso de plantio direto na palha.
Na semana em que celebramos o Dia Nacional da Conservação de Solos, Mato Grosso do Sul tem muito o que falar sobre sustentabilidade. No ranking brasileiro o estado é líder na integração lavoura, pecuária e floresta e está entre os cinco que mais adotam o manejo sustentável com o plantio direto. Este é o tema da editoria #MercadoAgropecuário desta segunda-feira (12).
De acordo com o último Censo Agropecuário, divulgado em 2017, o estado aparece no topo com a adoção de pelo menos uma das práticas do Sistema Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF, com 2 milhões de hectares.
Considerando o avanço tecnológico e o potencial produtivo da região, segundo o consultor técnico do Sistema Famasul, Clovis Tolentino, a estimativa é que o número tenha crescido no decorrer dos anos.
“Entre os motivos para a adoção da integração está a maior taxa de infiltração e armazenamento de água no solo, o que contribui para controle de erosão, melhoria nas condições de ambiência animal, redução na emissão de gases de efeito estufa e promoção do sequestro de carbono, além da produção de madeira, reduzindo a pressão por desmatamento”, descreve.
Com o Plantio Direto na Palha (SPD), técnica que consiste em reduzir e/ou zerar o revolvimento da terra na implantação de uma cultura agrícola, a área é de 2,3 milhões de hectares.
A cobertura com palhada funciona como uma camada protetora. O sistema promove a manutenção de água no solo, reduz a erosão e perda de nutrientes, ajuda no controle de doenças, favorece os ciclos biológicos, o que além de conservar e melhorar continuamente o ambiente de cultivo, também alavanca a produtividade.
“Apesar de ter chegado no Brasil na década de 70, pode-se dizer que a ferramenta é relativamente nova, uma tecnologia que contribui para o equilíbrio do sistema produtivo, forte aliada no trato de solos tropicais, principalmente na produção agrícola”, explica o consultor.
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