Agricultores da Ucrânia podem reduzir semeadura de grãos de inverno em pelo menos 30%
![]()
KIEV (Reuters) - Os agricultores ucranianos provavelmente reduzirão a área de semeadura de grãos de inverno em pelo menos 30% por causa de um salto nos preços de sementes e combustível combinado com os baixos preços de venda de seus grãos, disse o Conselho Agrário Ucraniano (UAC) nesta segunda-feira.
A Ucrânia já iniciou a semeadura de grãos de inverno de 2022 e o Ministério da Agricultura disse no mês passado que espera que a área de trigo de inverno possa encolher para 3,8 milhões de hectares (9,3 milhões de acres), de 4,6 milhões um ano antes.
A Ucrânia semeou mais de 6 milhões de hectares de trigo de inverno para a safra de 2022, mas uma grande área foi ocupada durante a invasão russa que começou em fevereiro e apenas cerca de 4,6 milhões de hectares de trigo seriam colhidos em território controlado pela Ucrânia.
"As principais razões que incentivam os produtores agrícolas a reduzir as áreas semeadas são o alto custo dos fertilizantes, problemas com a venda de grãos, bem como preços de compra muito baixos para produtos agrícolas", disse a UAC em comunicado.
O conselho representa milhares de pequenos e médios produtores agrícolas em toda a Ucrânia.
As exportações de grãos da Ucrânia caíram desde o início da guerra porque seus portos no Mar Negro, uma importante rota para embarques, foram fechados, elevando os preços globais dos alimentos e provocando temores de escassez na África e no Oriente Médio.
Três portos do Mar Negro foram desbloqueados no final de julho sob um acordo entre Moscou e Kiev, intermediado pelas Nações Unidas e a Turquia.
(Por Pavel Polityuk)
0 comentário
Em conversa com presidente do Iêmen, Trump não promete apoio militar contra houthis, dizem fontes
Paraná deve acelerar plantio de soja com chuvas em setembro
Preço do etanol sobe quase 20% em pouco mais de um mês, com demanda recorde em julho
Relação de troca abre janela para compras de fertilizantes para a safrinha 2027
Ibovespa avança na abertura com aval externo e eleição no radar
Rússia intensifica repressão a críticos no exterior, diz especialista da ONU