Agro é “imparável” e continuará no caminho da prosperidade, avalia Caio Coppolla
O comentarista político e especialista em comunicação digital Caio Coppolla avaliou que o segmento do agronegócio é “imparável” e deve continuar no caminho da prosperidade de um Brasil que preserva, produz, prospera e que é exemplo para outros países.
A avaliação foi feita durante sua palestra intitulada “O Agro e o Brasil: realidade, narrativas e perspectivas”, realizada na quarta edição do evento Arroba e Prosa, promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), na noite dessa terça-feira (27.09), em Cuiabá (MT).
Durante a palestra, Coppolla apresentou o segmento do agronegócio e os impactos nos cenários econômico, ambiental e político, tendo em vista o atual contexto eleitoral. Ele destacou que o país é um celeiro do mundo — apesar da “mão pesada do Estado”, que cria muitas leis, burocracia e ainda dificulta o avanço do segmento.
“O Brasil já deveria ter alcançado sua posição há muito tempo. Esse é um Brasil que preserva, produz, prospera, dá muito certo e pode servir de modelo para outros empreendimentos, atividades e modelos de comunidade para o mundo todo”, afirmou.
Coppolla ressaltou ainda que o Brasil somente não alcançou essa posição diante da grande imposição e exigências supostamente ambientais de outros países, especialmente europeus. Segundo ele, as críticas e tentativas de países europeus de intervirem nas decisões ambientais do Brasil são uma “hipocrisia”, visto que não há uma preocupação real com a questão ambiental, mas econômica, além de um falso discurso de que o agronegócio no Brasil é um grande vilão do meio ambiente.
“Esse discurso não passa de protecionismo comercial travestido de pseudoambientalismo. A falsidade e a hipocrisia está em que, se formos ver, a cobertura vegetal nativa do Brasil, e também Mato Grosso, dão aula disso. São dois terços do território preservados e, disso, metade está dentro de propriedades rurais, que são protegidas. O produtor rural, então, é o maior aliado do meio ambiente. Exatamente o oposto do que é falado e do que ocorre nos países europeus”, afirmou.
E é por discursos internacionais errôneos como estes, segundo Coppolla, que os produtores rurais, e toda a sociedade de uma forma geral, ainda enfrentam múltiplos desafios, que tendem a se intensificar quando se analisa o cenário político que está posto atualmente, com dois grupos políticos opositores, com projetos e uma visão de Brasil contrárias.
“Vejo no Brasil duas forças disputando o poder. De um lado existe a força estatista, que privilegia o Estado. E do outro, uma força que privilegia a pátria. A pátria é inconquistável, que fala do vínculo afetivo das pessoas, mesmos valores e mesmas crenças, crescendo em torno de um bem comum. Já o Estado é uma ficção jurídica, construção burocrática, que pode ser cooptado por um projeto de poder que deseja interferir na sociedade sem se preocupar com a pátria”, disse.
Segundo Coppolla, é preciso que a sociedade esteja vigilante diante dos projetos que são apresentados e tenha otimismo de que, independentemente da situação, o agronegócio é imparável e que não pode regredir, pois tem uma grande importância econômica para o Brasil e para a segurança alimentar de todo o mundo.
“É nítida a apreensão das pessoas em relação ao futuro do país diante do cenário eleitoral, mas acho que a mensagem foi de tranquilidade. De otimismo vigilante. Mas de tranquilidade no sentido de que o agro é imparável, entrou num trilho que é tão vital para a segurança alimentar e para economia brasileira que poucas coisas podem atrapalhar. O ideal é continuar no caminho de prosperidade e confio muito na ética do trabalho e resiliência do produtor”, concluiu.
O presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, reforçou também a importância do produtor rural para o Brasil e o mundo - e a relevância dos dados apresentados por Coppolla para a compreensão dos impactos que a escolha de um projeto político pode ocasionar para o futuro do segmento do agro.
“O cenário político nacional hoje está muito ruim, mas crises existem e sempre vão existir. O que temos a fazer é produzir e fazer o nosso melhor, independentemente do que vai acontecer no cenário político. Não temos como prever o futuro. O importante é a dedicação e o trabalho. Apesar de tudo, estamos preparados para o que vier”.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, a palestra foi esclarecedora e importante no sentido de abrir os olhos para a situação futura do Brasil.
“É uma aula que o Coppolla nos deu. Passamos por um período de governos anteriores, de pandemia e da guerra, que causou grandes transformações no Brasil e no mundo. Mas o Brasil e os brasileiros são maiores que isso, especialmente no nosso estado e na nossa atividade. Temos que melhorar nossas escolhas para que continuemos avançando e nos tornemos um país desenvolvido. E o setor em que nós atuamos, da produção agropecuária, é uma das respostas que o Brasil tem que dar para tudo isso, pois sempre produzimos independentemente da situação e fazemos isso com excelência ”, concluiu.
0 comentário
BOA TARDE AGRONEGÓCIO - Milho dispara em Chicago, puxando soja e trigo
Ureia sobe por cinco semanas seguidas no Brasil e encarece recomposição de estoques para a safrinha
Imóveis rurais: Prazo da DITR 2026 termina em 30 de setembro. Valores declarados acompanham propriedade por anos
Agropalma vê alta de 20% na nova safra após El Niño de 2023 afetar ciclo passado
Em conversa com presidente do Iêmen, Trump não promete apoio militar contra houthis, dizem fontes
Paraná deve acelerar plantio de soja com chuvas em setembro