Para desmistificar mercado de capitais, IBDA realiza eventos nas principais regiões agro do país
Um road show nas principais regiões agrícolas do País irá ampliar o acesso de empresários rurais às informações sobre o mercado de capitais. O objetivo da série de eventos que terá início ainda no primeiro semestre desse ano é apresentar aos produtores rurais instrumentos privados de crédito utilizados no financiamento do setor. A ação faz parte dos acordos de cooperação técnica entre a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o IBDA (Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio) e o IPA (Instituto Pensar Agropecuária) assinados nesta terça-feira, 07, no próprio IPA.
Organizada pelo IBDA, a série de eventos terá início em Sinop (MT) e pretende seguir para o Paraná, São Paulo e Bahia. “Esta é a iniciativa de maior destaque da CVM junto ao setor agro, levando conhecimento aos produtores sob a ótica do mercado de capitais”, explica Renato Buranello, presidente do IBDA.
A proposta da instituição é de que, em cada localidade, o evento tenha a parceria e o apoio de uma associação local. “A agricultura tem demandado cada vez mais recursos. Precisamos renovar e ampliar as fontes de financiamento, oferecendo alternativas privadas e fora do modelo anterior já conhecido, que conta com instrumentos e recursos públicos e direcionamento através das instituições participantes do Sistema Nacional de Crédito Rural. Essa iniciativa vai trazer uma concorrência sadia, facilitando a experiência do produtor rural”, explica Buranello.
Ao apresentar o conteúdo sobre os instrumentos de crédito ao produtor, o IBDA mostrará que ele precisa se organizar para ingressar no mercado de capitais. O presidente da instituição destaca que os contratos comerciais e as duplicatas geradas nas relações entre os produtores e seus agentes econômicos poderão ser “embalados” e levados ao mercado de capitais, com a distribuição desses papéis junto à população urbana e rural que poderá participar de uma atividade importante - o agronegócio - obtendo remuneração desse capital investido.
“Temos recursos públicos, recursos de tradings que antecipam ao produtor o preço da produção futura, das operações de barter que possibilitam a troca de insumos por CPR e queremos ampliar isso. A CPR pode ir ao mercado de capitais através de uma operação de certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), como é feito em revendas e distribuidoras de insumos. Outra grande fonte é através dos fundos de investimento das cadeiras agroindustriais (Fiagro)”, detalha Buranello. “O produtor poderá ter acesso a recursos mais baratos porque há outras fontes de financiamento concorrentes com as já existentes, principalmente do mercado bancário. Será uma nova relação entre o produtor e quem empresta os recursos, sem a intermediação bancária.”
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