Um por todos, todos por um, diz primeiro-ministro da Polônia em recado aos EUA
Alan Charlish John Irish
PARIS (Reuters) - Não há alternativa à parceria entre a Europa, a OTAN e os Estados Unidos para enfrentar os crescentes riscos de segurança, disse o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, nesta segunda-feira, à medida que crescem os receios de um desligamento de Washington.
Tusk chegou a Paris como parte de uma viagem que também o levará a Berlim, em busca de laços mais estreitos com as duas maiores potências da Europa em um momento em que a guerra na Ucrânia entra no seu terceiro ano e as capitais europeias olham para a possibilidade de Donald Trump regressar à Casa Branca.
Trump provocou indignação entre os parceiros ocidentais no fim de semana depois de sugerir que os Estados Unidos poderiam não proteger os aliados da OTAN que não estão gastando o suficiente no caso de uma potencial invasão russa.
"Não há alternativa à UE, à OTAN, à cooperação transatlântica. A Europa deve se tornar um continente seguro, e isso significa que a União Europeia, a França e a Polônia devem se tornar fortes e prontas para defender as suas próprias fronteiras e para defender e apoiar os nossos aliados e amigos de fora da União", disse Tusk numa declaração conjunta com o presidente francês, Emmanuel Macron.
"É provavelmente aqui em Paris que as palavras de 'Os Três Mosqueteiros', de Alexandre Dumas, ressoam mais claramente: 'um por todos e todos por um'", disse ele, referindo-se ao romance de Dumas.
Varsóvia, Paris e Berlim consideram a união da UE em torno da defesa e o aumento do apoio dos 27 Estados-membros à Ucrânia cruciais num momento em que o apoio dos EUA a Kiev está diminuindo no meio de lutas políticas internas em Washington.
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