Fávaro destaca programa de recuperação de áreas degradadas em reunião no AIIB
Nesta sexta-feira (7), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de reunião no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), ao lado do líder da missão na China, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. Foram realizadas discussões sobre cooperação e sobre financiamento climático e encontro com empresários.
Durante o encontro, o ministro Fávaro apresentou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). A iniciativa brasileira visa contribuir com a segurança alimentar e nutricional do planeta e o enfrentamento às mudanças climáticas. A ideia é trazer cada vez mais fomento do exterior para o Programa.
“Identificamos no Brasil 40 milhões de hectares de altíssima potencialidade. São áreas que estão antropizadas e requer um investimento para melhoria do solo. Com isso, será dado um potencial de praticamente dobrar a área produtiva brasileira. O Programa tem um viés total de sustentabilidade e o principal dele é o combate ao desmatamento. Com ele não será mais necessário ampliar as suas áreas de produção sobre as florestas”, explicou Fávaro. “Então, fica o convite para conhecer este projeto”, completou.
Ainda, na ocasião, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) celebrou contratos e cartas de intenção com o China Development Bank (CDB) e com o Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB) no valor total aproximado de R$ 9,1 bilhões, para o financiamento de projetos sustentáveis.
Alckmin se encontrou com o presidente do AIIB, Jin Liqun, quando ambos se comprometeram a aprimorar colaborações e parcerias, particularmente para acelerar e ampliar ações contra as mudanças climáticas.
"Gostaria de enfatizar o quão importante é ter acesso a financiamento como aqueles facilitados pelo AIIB para o enfrentamento das mudanças climáticas", disse Alckmin. "Antes, a infraestrutura de energia eólica e solar era cara. Hoje, ambas são as fontes de energia mais baratas no Brasil. Precisamos aumentar o financiamento para tornar soluções atualmente caras mais viáveis e competitivas, ajudando assim o planeta", ressaltou o vice-presidente.
“Expresso nosso entusiasmo por uma parceria mais profunda entre o Brasil e o AIIB. Assim como a notável abundância de recursos de energia renovável que alimentam o Brasil, há muito mais potencial de crescimento entre nós. Tanto o Brasil quanto o AIIB estão unidos em nossa visão de desenvolvimento sustentável”, afirmou o presidente do banco chinês.
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