Crescimento da zona do euro é revisado para baixo, mas emprego está se mantendo
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FRANKFURT (Reuters) - A economia da zona do euro cresceu mais lentamente no primeiro trimestre do que o inicialmente estimado, mas o emprego se manteve bem, indicando que o bloco continua a criar vagas de trabalho apesar de anos de expansão anêmica, mostraram dados da Eurostat nesta quinta-feira.
O Produto Interno Bruto nos primeiros três meses cresceu 0,3%, abaixo da estimativa inicial de 0,4%, mas ainda assim foi uma melhora em relação ao trimestre anterior, uma vez que o setor industrial finalmente expandiu e o crescimento do emprego também acelerou.
Em comparação com o ano anterior, a economia do bloco expandiu 1,2%, o mesmo que três meses antes, em linha com o que o BCE considera o potencial do bloco.
Embora a zona do euro tenha tido um desempenho consistentemente inferior ao dos Estados Unidos nos últimos anos, a taxa de crescimento trimestral de 0,3% é muito melhor do que a contração de 0,3% relatada nos EUA, que em grande parte foi um reflexo do aumento das importações antes das tarifas.
Enquanto isso, o nível de emprego na zona do euro cresceu 0,3% em comparação com o trimestre anterior, leitura mais alta em quatro trimestres, provavelmente aliviando os temores de que a fraqueza do crescimento poderia levar as empresas a começar a demitir funcionários.
O desemprego tem se mantido em níveis mínimos recordes durante todo o ano, frustrando algumas expectativas de que, sem perspectiva de recuperação significativa do crescimento, as empresas poderiam reavaliar seus planos de manter os funcionários.
Entre as maiores economias do bloco, a Alemanha cresceu 0,2%, a França 0,1%, a Itália 0,3% e a Espanha 0,6% no primeiro trimestre em comparação com o trimestre anterior.
(Reportagem de Balazs Koranyi)
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